FORA DA CAIXOLA - Grupos de WhatsApp.

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Eu sou uma pessoa que vive pensando em formas de conexão, afinal, sempre afirmo que compartilhar é necessário.

Adoro receber conteúdo pelo WhatsApp, bem como via demais redes sociais, cada vez mais substitutas da sala de estar no mundo.

Dados de 2017 indicam que mais de 100 milhões de brasileiros estão conectados nas redes sociais, passando entre quatro e cinco horas ao dia na frente de uma tela de celular, tablet, computador.

Levantamento divulgado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o celular lidera como principal meio de conexão à rede e o uso de redes sociais é indicado como principal finalidade de acesso. Os idosos representam o grupo que mais aumentou percentualmente entre os novos usuários da web.

Diante disso, temos algumas reflexões a fazer. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Coreia, em Seul, na Coreia do Sul, mostrou que adolescentes viciados em tecnologia têm maior chance de sofrer com problemas como depressão, ansiedade e insônia. Além disso, exames de ressonância magnética revelaram que a dependência provoca alterações no equilíbrio químico do cérebro.

Portanto, como tudo que é novo, principalmente no que se refere à comportamento social, ainda não sabemos muito o futuro dessa ligação entre seres humanos, tecnologia, celulares e redes sociais. O que sabemos é que podem provocar desinformação da mesma forma que podem mudar o destino de uma nação. Em outubro do ano passado, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, o então candidato à presidência Jair Bolsonaro, reconheceu que as redes sociais estavam tendo ligação direta com sua liderança nas pesquisas.

Empresas de grande porte estão fechando lojas físicas e investindo pesado no e-commece. Na publicidade o desafio move toda uma mentalidade em relação ao departamento de mídia. Esse ano, os chatbots e as mensagens diretas automáticas já estão otimizando o atendimento nas empresas e tornando os processos ainda mais rápidos.

Outra revolução está ligada a um comportamento chamado de micro-momento. As pessoas passam menos tempo pesquisando, mas estão comprando mais. Os micro-momentos são aqueles em que a decisão é tomada. Descobrir como atingir o público nesse instante é um grande desafio para atrair o cliente que quer a coisa certa e de forma imediata. As marcas de sucesso no futuro serão aquelas que vão captar essa necessidade. Só para se ter uma ideia das interações fragmentadas e rápidas, os Stories do Instagram, atualmente chamam a atenção de 400 milhões de contas.

Portanto, precisamos ficar atentos, pois o estudo do consumidor está se aperfeiçoando. Essa pessoa exige estratégia humanizada, com influência de quem usa a marca. Mas, isso exclui a padronização na comunicação de massa. O verbo está no singular para ter um alcance plural histórico.

Carla Brandão é comunicadora por opção, jornalista por profissão e especialista em desenvolvimento humano por vocação. Life coach e palestrante com foco na transformação da vida em uma fonte de aprendizado e felicidade! Autora do livro #DoeCoragem – Manual Divertido de Viver o Agora.

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