Empresas com propósitos reais: 'storytelling' dá espaço ao 'storydoing'. Por Rebecca Lyrio.

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As mudanças sociais e econômicas que o mundo está vivendo impactam diretamente na maneira como nos relacionamos conosco mesmos e com tudo ao nosso redor.

Mudamos a maneira como executamos tarefas simples e cotidianas, vivendo um turbilhão de emoções e tendo que aprender a administrar tudo ao mesmo tempo e agora. Segundo pesquisa do Google (maio de 2020), nossas buscas mais recentes como consumidores migraram para itens de higiene, alimentos, entretenimento, adaptação de rotina e novos hábitos de consumo. Diante de tantas mudanças, era de se esperar, né?

No meio de todo esse contexto, ora nos debruçamos em muitos dos milhões de conteúdos disponíveis na internet, ora queremos fugir e nos isolar de todo e qualquer contato com o mundo fora de nós mesmos. Nessa gangorra de emoções, a maneira como consumimos sofreu grandes transformações. Estamos revendo prioridades, lidando com incertezas financeiras e tudo isso impacta em nosso comportamento como consumidores. E é nessa hora que as reais conexões fazem todo sentido.

É comprovado que quando estamos falando de marcas, as pessoas não se incomodam em pagar mais caro por um produto que tenha um propósito claro por trás dele e que, quando estamos falando de qualidade e preço semelhantes, também é o propósito de marca que é responsável pela escolha de um produto.

E a sua marca, está preparada para isso?

Hoje, o comportamento de cada marca está sendo mais analisado pelos consumidores. Comprar é um ato político e na hora da escolha, estudos sobre macrotendências pós-crise apontam para o nascimento deste novo consumidor-cidadão, ainda mais conectado e consciente, que levará os novos hábitos adquiridos durante esse período que estamos passando em conta na hora de comprar.

As pessoas têm analisado o discurso das marcas, estão conferindo quais delas estão se preocupando, colaborando e atuando efetivamente junto à sociedade e, nesse contexto, o storytelling dá espaço ao storydoing: não há espaço apenas para contar histórias, é preciso agir!

Se expressar de maneira verdadeira é fundamental. E ter times e lideranças humanizados são um grande lastro para se manter firme e conseguir enfrentar esta turbulência.

A preferência do consumidor passou a ser por aquelas empresas que exercitam a empatia, em detrimento das que falam sobre si próprias ou que têm se beneficiado por ações de influenciadores notadamente vazios, eticamente questionáveis ou pouco comprometidos com o interesse coletivo.

As organizações que não tiverem atitude e não forem autênticas, vão perder força de mercado ou deixarão de existir

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