Empatia como essencial para o líder '4.0'. Por Flávia Ferreira.

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Queridos leitores, estou um pouco sumida aqui da coluna por conta dos novos projetos que apareceram na minha vida profissional, mas estou de volta. Nesta coluna vamos falar um pouco sobre liderança. Há um paradoxo comum quando se pensa nos requisitos de um bom líder, seria o Quociente de Inteligência ou o Quociente Emocional? Esta última, em uma pesquisa comandada por Daniel Goleman, foi identificada como essencial para a liderança.

Além de Goleman, o fundador do Fórum Econômico Mundial (FEM), Klaus Schwab, que deu origem ao conceito de liderança ‘4.0’, também elenca a inteligência emocional como fundamental em um universo em constante transformação frente das transformações digitais e da criação e execução de estratégias digitais.

Schwab acredita que ‘o mundo precisa de líderes com inteligência emocional, que sejam capazes de criar e estar à frente de trabalhos cooperativos. Eles treinam, ao invés de comandar; lideram por meio da empatia, não pelo ego. A revolução digital precisa de uma liderança diferente e mais humana’.

Seguindo a linha abordada pelo fundador do FEM, eu destacaria, dentre os adjetivos que caminham junto à inteligência emocional, a empatia como um dos mais importantes, porque é através dela que conseguimos entender as dores do outro e desenvolver projetos e ações com o foco no cliente, postura já inerente na prestação de serviços. Para além de ser a mais importante é a mais facilmente reconhecida pelo outro.

Importante destacar que ser empático com alguém não significa adotar as emoções das outras pessoas como se fossem as próprias, muito menos de tentar agradar os outros. Pelo contrário, empatia significa levar em consideração os sentimento dos outros no processo de tomar decisões estratégicas.

Ao delegar uma tarefa aos colaboradores, é necessário entender que por trás dos prazos e das demandas diárias são pessoas trabalhando e, portanto, é fundamental saber expressar as preocupações nos momentos oportunos, o que faz com que os funcionários também as entendam e acabem desenvolvendo empatia com seu líder.

Em tempos de ultra-conectividade, ser um líder empático pode agregar valor ao trabalho de equipe, tornando o ambiente de desenvolvimento de ações mais agradável, refletindo em marcas mais humanas.

Flávia Ferreira é jornalista pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação. Com mais de 10 anos de atuação profissional, já navegou pelo terceiro setor, o setor público e o privado, sempre trazendo o viés social para o trabalho cotidiano, seja com comunicação corporativa, gestão de marcas ou reportagens de campo.