DNA DE MARCA - Influenciadores: problema ou solução?

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Muitos escândalos envolvendo influenciadores estão tomando conta da internet cada vez mais. O número de contratos cancelados e crises instaladas por causa de um influenciador digital já é considerado preocupante. Os escândalos não envolvem pequenas empresas, mas empresas gigantes que utilizam influenciadores como parte da estratégia de comunicação.

A maioria dos influenciadores não possui um conteúdo de valor, item essencial para engajar e envolver o público. Sendo assim, se tem um padrão de número de curtidas e de seguidores, mas o número de curtidas e o número de seguidores devem ser os últimos itens que uma marca deve observar ao contratar um ‘embaixador’. Quando uma marca contrata um influenciador ela está contratando sua capacidade de influenciar pessoas. Quando o influenciador não possui essa habilidade não é interessante o investimento.

Maurício Cid, criador do blog ‘Não Salvo’, é um exemplo de influenciador. Em 2015, junto com o canal ‘Desimpedidos’, canal humorístico que trata de futebol, Cid engajou toda a internet para votar no Wendell Lira para vencer o prêmio ‘Puskas’ de gol mais bonito do ano, através de uma votação popular promovida pela FIFA. Wendell, um jogador de futebol da série D do Campeonato Brasileiro, estava concorrendo com Lionel Messi e, com a ajuda da internet, conseguiu vencer o prêmio.

É importante gastar longas horas pesquisando o influenciador que se deseja contratar, analisando seus ‘cases de sucesso’ e seus erros também – isto para garantir que nada prejudique a empresa futuramente. Além disso, lembre-se que o contrato envolve não apenas o influenciador, mas também o público dele. Analise, pois, o conteúdo e também seus fãs.

E se mesmo depois de tanta pesquisa o influenciador ainda cometer um erro?

O melhor a fazer é explicar para seus clientes o que realmente aconteceu. Lembre-se de que o erro nunca é apenas do influenciador. Colocar a culpa nele não é uma boa ideia. Analise a situação com cuidado para depois tomar alguma atitude. Os influenciadores são uma boa estratégia de comunicação, principalmente quando se trata de produto, porém, é preciso muito mais cuidado do que se tem tido.

Maria Gabriela Tosin é graduada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Cursa especialização em Mídias Digitais na Universidade Positivo. Atuou como pesquisadora na área de artes e mídias digitais. Atua como produtora de conteúdo na agência Seward Comunicação Integrada.

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