CRÔNICAS SOBRE A GENTE - Emoções positivas podem (sim!) ir trabalhar conosco. Por Bettyna Gau Beni.

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 Ah, se simplesmente permitíssemos que as emoções positivas fossem conosco ao trabalho…

Atuar como consultora de empresas tem me trazido uma grande oportunidade de observar e interagir com diferentes realidades e culturas organizacionais.

Posso afirmar que em mais de 90% dos projetos em que estou inserida, as emoções fluem, sim, no ambiente organizacional, mas invariavelmente somente emoções negativas parecem ter espaço. Ainda parece haver algum tipo de senso comum sobre as pessoas que demonstram emoções positivas: não são suficientemente fortes, suficientemente resilientes, suficientemente determinadas.

Como facilitadora de treinamentos, costumo aplicar dinâmicas de feedbacking e sempre me emociono e vejo os participantes surpreendidos por ouvirem coisas positivas sobre si mesmos. É um momento único que faço questão de considerar, sempre que o tema me permite, pois o mundo se abre depois disso. Todas as outras atividades parecem ganhar mais espaço, mais cor, mais vida. Dá para perceber a mudança na fisionomia, na postura, no humor. O reconhecimento e a validação de pontos positivos que as pessoas muitas vezes nem sequer percebiam ou sabiam que existiam nelas faz se abrir um mundo de possibilidades.

Imagina o tamanho do ganho para as empresas quando elas inserirem no dia a dia pequenas pílulas de feedback positivo? Como um processo mesmo, até que se torne um hábito e, eventualmente, uma necessidade.

Os conflitos, as travas nos relacionamentos, tudo pode ganhar um novo contorno e faz surgir uma grande disposição para a interação, fomentando relacionamentos mais saudáveis e, no final de tudo, gerando a confiança, que é a base da pirâmide de Patrick Lencioni, escritor e grande especialista que trata das questões relevantes e fundamentais para a construção de times.

Sem confiança não há conflito, saudável para a discussão de ideias e fundamental para a inovação. Sem o conflito não há comprometimento, pois, se uma pessoa não foi ouvida e sente que não foi possível debater uma ideia, ela não se sente fazendo parte. Não sendo parte, ela não se responsabiliza, e – sem isso – o resultado não ocorre.

Uau! Quantas coisas deixam de acontecer quando uma pessoa se divide ao meio e deixa as emoções positivas em casa. Como se isso fosse possível…

Que tal se começarmos a experimentar essas pequenas doses diárias de feedback positivo? Pode ser um simples agradecimento por algo em que você foi ajudado. Aos poucos, a tendência é irmos nos soltando, removendo as travas. E então não nos parecerá mais tão estranho.

E aí, só o que temos que fazer é curtir as alegrias de uma nova perspectiva, de um EU inteiro.

Bora experimentar?

Bettyna Gau Beni é empreendedora e consultora em desenvolvimento humano e organizacional pela Evoluigi (www.evoluigi.com.br), com especializações em gestão de negócios, comportamento humano, coaching e gestão da mudança.

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