COMUNICAR É PRECISO - Liderar e comunicar em 'modern workplace'.

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Para ser o grande influencer da equipe é preciso mudar a própria a mentalidade (mindset).

Os desafios do líder nos ambientes modernos de trabalho, baseados em soluções tecnológicas avançadas, em áreas como organização, comunicação, colaboração, análise e armazenamento de dados começam por ele mesmo, o líder.

Antes de esperar da equipe uma adesão plena ao novo modo de trabalho, o líder precisa conhecer e usar com fluência as ferramentas – sim –, mas se conscientizar de que quem as move e para quem elas existem são pessoas – que precisarão ainda mais dos seus inputs para entenderem e atuarem com produtividade no novo espaço.

Estamos entrando em uma nova cultura de trabalho que pressupõe ambientes mais colaborativos e seguros, que promovem novos fluxos de comunicação, quebram formas tradicionais de hierarquia e mudam parâmetros de meritocracia. O líder precisa internalizar isso para que possa ser justo na avaliação dos colaboradores.

Não tenha medo

O medo paralisa. Não é saudável nem para o líder nem para a equipe, que o gestor tenha receio de colocar ‘as cartas sobre a mesa’. A transparência das informações relevantes, estratégias e comandos são fundamentais para ‘rodar’ essa nova cultura.

Não há mais espaço para meias verdades ou tarefas desconectadas dos objetivos, pois elas vão gerar retrabalho (assim como num ambiente tradicional), desconexão dos colaboradores e de uma forma ainda mais visível à organização. No ambiente colaborativo, o líder estará sendo tão monitorado quanto a equipe. E tudo bem.

E o que vai proporcionar o sucesso desta forma de trabalho é o fortalecimento da confiança. Nas organizações é preciso haver espaço para o erro que gera aprendizado, sem a cultura punitiva (quando não há má fé), inclusive para os líderes.

Líder lanterninha

A ampliação da produção de informações e do acesso a elas é exponencial, mas excesso de informação comunica tanto quanto nenhuma informação. É preciso que o líder tenha este papel de guia, ‘iluminando’ para a equipe o que é mais relevante e costurando os dados com o trabalho do time. Não basta mais exigir que um profissional conheça padrões e procedimentos, mas fazer a ligação das informações técnicas, estratégicas e mesmo dos comportamentos esperados com a prática no dia a dia.

Parâmetros claros e atualizados

Na cultura de modern workplace, os parâmetros de gestão precisam estar claros, visíveis, atualizados e serem ativados pela liderança de forma constante. O líder, neste ambiente, precisa ser um comunicador mais ativo tanto para a coletividade como para os indivíduos, postando os direcionadores para as equipes e marcando os indivíduos que precisam utilizar os comandos de forma direta, oportunizando – por ser um ambiente aberto e colaborativo – a contribuição de outros atores da equipe. É importante democratizar os dados e as análises para aprimoramento constante de todo o grupo liderado, facilitando o uso da criatividade e a inovação.

Acesso e visibilidade

Da mesma forma que é importante manter viva a estratégia da companhia por meio do reforço dos direcionadores nas postagens da liderança, o novo ambiente de trabalho pressupõe a clareza e a visibilidade das métricas de resultados. Utilizar os recursos tecnológicos para criar painéis de fácil entendimento visual permite o acompanhamento dos resultados por todos, de forma dinâmica, em tempo real, dando tangibilidade para os fluxos dos recursos e resultados. E ainda é possível utilizar os recursos audiovisuais das ferramentas de compartilhamento para reconhecer a participação das pessoas nos trabalhos em grupo e destacar as contribuições recebidas. Trabalhar o sentimento de pertencimento e geração de valor.

Presença virtual, mas real

A tecnologia nos permite um ambiente virtual de trabalho, o qual propicia acesso remoto com um nível de possibilidade de interação e acompanhamento do que está sendo realizado até maior do que pessoalmente. No entanto, isso precisa ser espelhado nas formas de reconhecimento e recompensa, não só no final do processo, mas no feedback constante do líder e nas atribuições de tarefas e responsabilidades, nos convites a ‘pensar junto’. Não faz mais sentido uma gestão que chama para a estratégia um grupo de privilegiados enquanto outros ficam no ‘banco de reservas’ esperando as instruções para entrar em campo.

Engajar para liderar

Se antes o engamento dos colaboradores já era importante agora, em um modelo de autorresponsabilização e autonomia, é imprescindível. Precisa haver um movimento mútuo de compartilhamento de sentido. As habilidades individuais precisam circular no mesmo pulso da organização, como uma inteligência viva, colaborativa, multidirecional. É justamente o líder que vai precisar fazer a ‘cola’ destes ‘centros neurais’, direcionando os grupos para o propósito da empresa.

Fernanda Galheigo é jornalista com foco em comunicação interna e fortalecimento da liderança. Mãe de gêmeos, é apaixonada pela comunicação como forma de cura, ferramenta de gestão e de qualidade de vida.

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