COMUNICAÇÃO CORPORATIVA DE QUALIDADE - Profissional de comunicação não tem desculpas para escrever mal.

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Há quem questione a validade do preciosismo, do cuidado com a correção idiomática na redação de textos que serão utilizados na comunicação corporativa. Os argumentos são diversos: não dá tempo para reler o que foi escrito; sistemas operacionais e aplicativos corrigem automaticamente os ‘problemas de Português’, alguém vai aprovar o texto antes da divulgação e pode corrigi-lo; ou, até mesmo, o público-alvo, seja qual for, ‘não liga para essas coisas’.

Defendo que nenhum desses argumentos é válido. É verdade que, muitas vezes, o profissional tem uma grande quantidade de tarefas a executar em um tempo escasso, mas isso não justifica o trabalho relapso, descuidado. Se assim fosse, teríamos que ser condescendentes com o médico que não atende bem porque tem muitos pacientes, com o engenheiro que calcula mal a estrutura de uma ponte porque está sobrecarregado… A comparação pode parecer forte, mas o fato é que cada profissional precisa dominar as técnicas de sua atividade e utilizá-las da melhor forma possível. Buscar, sempre, o estado da arte.

No caso do profissional de comunicação que trabalha com redação, isso significa ter texto final. Corretores automáticos não resolvem todos os problemas e, às vezes, propõem soluções inadequadas. Na estrutura atual de trabalho, cada vez menos existem pessoas para copidescar os textos de outros. Além do mais, entregar seus textos para um chefe com erros banais – ainda mais se repetidos os mesmos, sistematicamente – certamente não contribuirá para sua respeitabilidade profissional ou até mesmo para uma almejada ascensão na carreira.

Quanto a buscar desculpas na falta de conhecimento ou percepção do público, é uma atitude não só preconceituosa como socialmente irresponsável – porque quem trabalha com o idioma deve, preservando-o, contribuir para a educação linguística das pessoas.

O que fazer para escrever com correção? Conhecer as regras básicas, revisar as que lhe impõem dificuldades mais frequentemente, ter lembretes sempre à mão, consultar dicionários e gramáticas (buscando fontes fidedignas e não a primeira opção oferecida pelo Google ou similar…). As áreas de comunicação corporativa também podem lançar mão de um manual de redação próprio, em que as situações mais comuns na realidade da corporação estejam previstas e solucionadas, oferecendo respostas rápidas às dúvidas dos profissionais. E jamais publicar, postar ou entregar um texto sem relê-lo.