Aceleração digital nas empresas. Por Rebecca Lyrio.

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As empresas estão na corrida para se digitalizar e entender o cenário atual, dentro e fora das organizações. É vital que se tenha clareza da situação e se possa estabelecer rotas e metas possíveis de serem iniciadas, ajustadas e, quem sabe, concluídas.

O problema global da saúde afeta diretamente a economia e o medo, softskill tão presente, acaba ganhando ainda mais protagonismo. Não é nada fácil lidar com problemas econômicos e toda a insegurança que vem junto com eles, mas arrisco dizer que a sensação de insegurança e medo são uma das piores coisas que podemos experimentar.

Em um mundo tão desigual, com lideranças tão falhas e que nos abrem lacunas existenciais e sociais, como nós iremos nos adaptar a este novo mundo? Como as pessoas estão lidando com isso e como as empresas estão se posicionando?

A pesquisa recente do Facebook com alguns dados de impacto da Covid-19, mostra que os brasileiros estão atentos às notícias e que sites e televisão aberta, seguidos das redes sociais, são os meios mais utilizados para se informar.

As empresas precisam entender a sua função social – além da econômica – e se estruturar para poder ajudar as pessoas a enfrentarem este momento. Nesta condição atual, não adianta forçar uma venda e estimular um consumo sem propósito. É necessário pensar nos serviços e produtos oferecidos e de que forma eles podem contribuir para a sociedade.

Se olharmos pelo lado econômico, pode ser uma oportunidade de criar um vínculo emocional entre as marcas, seus serviços e as pessoas. Através de um posicionamento colaborativo e de apoio, empresas podem ser úteis no momento de pandemia e, passado este pico, podem ser lembradas por todo suporte afetivo e funcional desempenhado.

Nota-se também que há, claramente, uma migração do comportamento de compra. As pessoas – que já utilizavam a internet como meio de adquirir informação, bens e serviços – tiveram seu uso intensificado e aqueles que ainda se valiam de meios tradicionais para executar as tarefas do dia a dia se viram acuados e obrigados a acelerar o uso da tecnologia e, através dela, desempenhar suas atividades, se entreter, e também se informar sobre tudo o que ocorre ao seu redor.

Entendendo esta aceleração pela digitalização dos negócios, uma nova economia participativa ganha destaque. Plataformas como o Google disponibilizam ferramentas para gestão de trabalho on-line de maneira gratuita, facilitando a condução das atividades empresariais, as redes sociais possibilitam impulsionamento de negócios virtuais mas o homeoffice se torna uma prática inevitável, o desemprego obriga muitos a se reinventar e tirar do papel ideias e ativa-se o potencial criativo daqueles que possuem uma situação econômica privilegiada. Negócios passam a estimular outras frentes de contato com seu público.

São muitas as mudanças e iniciativas neste momento ainda tão incerto mas, indo mais a fundo na questão, uma economia participativa supõe complexos equilibrados de trabalho, onde o trabalhador desenvolve uma combinação harmônica de atribuições de trabalho/tarefas pessoais, envolvendo o seu entusiasmo pessoal e o seu desenvolvimento profissional, e contribuindo para um modelo econômico participativo, recolocando e questionando limites sociais úteis de produção.

No momento, é importante ressignificar, tentar expandir os horizontes, ativar o potencial criativo e trazer novas possibilidades de negócios, ou reinventar as já existentes, sem esquecer do capital humano essencial, se valendo de profissionais capacitados, estimulando suas equipes de trabalho ou colegas de trabalho porque, se há algo que esta pandemia está jogando na nossa cara, é que não há mais como vivermos sem propósito.

Imagens: Facebook – Monitoramento da Nova Rotina – Onda 1, IBOPE (pesquisa com brasileiros usuários de internet e maiores de 16 anos), abril de 2020.

Rebecca Lyrio é Estrategista Digital, Master of Business Administration em BIG DATA aplicado ao Marketing (ESPM) , Relações Públicas, Especialista em Marketing e Branding (UNIFACS). Gerente de Digital da Propeg, Sócia da consultoria Hackel, especializada em soluções de educação, inteligência de negócios e tecnologia, Partner Share, empresa com foco em educação, inovação e tecnologia. Atua há 10 anos no mercado publicitário de forma estratégica, é Consultora, Palestrante e Estrategista de Comunicação Digital e Professora Especialista no Núcleo Comunicação e Marketing da Pós Graduação Estácio, UNICEUB, UNIJORGE e UNIFACS.

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