A importância de uma boa comunicação com stakeholders. Por Andrea Yaghdjian.

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Quem são os stakeholders?

Stakeholders são comumente definidos como os indivíduos, organizações ou grupos de interesse que influenciam ou são influenciados pelas estratégias de uma determinada organização. (FREEMANN, 1984 apud SCHRÖDER; MELLO, 2010). Donaldson e Preston (1995 apud SCHRÖDER; MELLO, 2010) apontam que ‘o público interessado em uma organização se constitui de investidores, governo, grupos políticos, fornecedores, clientes, empregados, comunidade e associações externas. Cada um desses stakeholders é um agente inserido no ambiente organizacional com objetivos próprios, e podem apresentar interesses e demandas a partir de suas relações e contribuições.’

A importância de uma boa Comunicação

A partir do momento que temos bem definido o termo stakeholders, torna-se imperativo entender de que forma o estabelecimento de uma boa comunicação influencia no relacionamento com os mesmos e posterior desenvolvimento dos negócios. É de suma importância que as empresas mantenham uma interação eficaz com as partes interessadas, com vistas ao compartilhamento de dados e informações atualizados, um bom conhecimento das suas próprias necessidades e superação das expectativas do público que visa atingir. (TEIXEIRA et. al, 2017, p. 3)

De acordo com Brum (2010 apud Teixeira et. al, 2017, p. 4), pode-se afirmar que a comunicação reflete uma dada empresa, visto que a forma através da qual ela se comunica com seus públicos (interno e externo) contribui para a consubstanciação de sua imagem no mercado. Já de acordo com Bueno (2003 apud Teixeira et. al, 2017, p. 3), se as ações de uma organização têm como objetivo a valorização dos seus profissionais, a adesão dos mesmos, a responsabilidade social e a sinceridade, a comunicação se estabelecerá nesse sentido. É necessário que a comunicação dentro de uma empresa esteja alinhada aos seus valores internos e códigos de conduta, valores, cultura e ações.

O estabelecimento de uma boa comunicação é capaz de influenciar na opinião dos stakeholders no que tange à qualidade dos produtos e serviços ofertados, o que, em última instância, fortalecerá a credibilidade dos mesmos, auxiliando na manutenção de uma imagem positiva da empresa perante o mercado. (BUENO, 2003 apud TEIXEIRA et. al, 2017, p. 3-4). Uma boa comunicação entre as partes interessadas garante um bom desempenho bem como o desenvolvimento da organização. Mas quais seriam esses problemas de comunicação? Problemas relacionados a dificuldades interpessoais, problemas relacionados à gestão, erros que envolvem as operações realizadas e reclamações dos clientes. (MATOS, 2009 apud TEIXEIRA et. al, 2017, p. 4).

Aquelas organizações que não investem na cultura de uma boa comunicação interna e externa acabam por perder em diversos aspectos. Perdem confiança, apresentam queda na produtividade, qualidade, credibilidade, além de perderem clientes, negócios e mercado. No atual contexto empresarial mundial, essa perda de competitividade significa o mesmo que apresentar um desempenho muito aquém do esperado ou falência. (MATOS, 2009 apud TEIXEIRA et. al, 2017, p. 3).

A comunicação empresarial rompeu as fronteiras tradicionais, ganhando especial relevância e passando a ocupar um lugar privilegiado dentro das organizações. Atualmente, situa-se em posição de destaque no organograma e possibilita que as empresas e entidades não somente debelem as crises existentes, mas também atuem de forma preventiva, impedindo que novas crises se manifestem. (BUENO, 2003 apud TEIXEIRA et. al, 2017, p. 4).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SCHRÖDER, Lorena; MELLO, Rodrigo. Relacionamento entre empresa e Stakeholders: um estudo de caso no setor eletroeletrônico. IV Encontro de Estudos Organizacionais da ANPAD. Florianópolis, SC. 23 a 25 de maio de 2010.

TEIXEIRA, Ednivalda et. al. A importância da comunicação entre os stakeholders: práticas empresariais. Revista Eletrônica dos Discentes da Faculdade Eça de Queiroz. Ano 6, Número 9, maio de 2017.

Andrea Yaghdjian é formada em Psicologia e Marketing, com predileção pelo estudo dos campos da Neurociência do Consumo / Neuromarketing. Atualmente, dedica-se a um curso online nessas áreas pela Copenhagen Business School.

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