A importância das habilidades interpessoais no trabalho. Por Andrea Yaghdjian.

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As pessoas são os mais importantes recursos de qualquer organização. De acordo com Chiavenato (2003 apud FONSECA et al., 2016), atualmente se reconhece que a forma como a organização lida e orienta as pessoas é a chave do seu sucesso e competitividade. É de suma importância o cultivo de um clima organizacional positivo, onde todos os colaboradores se sintam integrados em uma equipe que busca alcançar os mesmos objetivos, sempre de maneira ética.

Atualmente, é sabido que a interação interpessoal torna mais prazeroso o trabalho que será realizado. Junto com a interação, deve surgir a cooperação e consequentemente, o compartilhamento de ideias e/ou soluções com vistas à decisões mais adequadas. Uma vez que o relacionamento entre colegas de equipe traz consigo o desafio de uma boa comunicação, torna-se imprescindível fomentar uma cultura organizacional onde a alteridade, a diferença seja vista como uma oportunidade para novos caminhos, novos aprendizados, tomada de decisões mais ousadas, ao invés de uma dificuldade ou algo que cause qualquer tipo de desconforto entre os colaboradores.

Um relacionamento salutar entre membros de uma equipe está sempre em construção dentro de uma empresa e se dá através do estabelecimento de diálogos construtivos. (ALBUQUERQUE, 2012, apud FONSECA et al., 2016). É importante que cada indivíduo membro de determinada equipe realize o trabalho interno de conhecer a fundo suas próprias emoções, pois isso proporcionará a construção desse relacionamento saudável. No entanto, pode-se afirmar que, ainda atualmente, impera a visão de que a ordem interna de uma organização e a eficiência das relações entre gerentes e colaboradores devem ser tratadas de forma racional. Seriam consideradas organizações saudáveis aquelas que possuem suas emoções bem administradas, ‘sob controle’:

‘Os estudos organizacionais desenvolveram uma visão ordenada do mundo empresarial, assumindo a realidade administrativa como racional, controlável e passível de uniformização. Em seu conjunto, a teoria organizacional, na ânsia de oferecer soluções, descuidou-se do essencial de seus problemas: as condições do homem no ambiente de trabalho e suas implicações sociais. Mais preocupada com a visão do capital, levou à conjugação de produtividade com destrutividade e opressão’. (LEITÃO; FORTUNATO; FREITAS, 2006, p. 894)

Sendo o objetivo principal de qualquer equipe a manutenção da harmonia, é muito importante que os colaboradores cultivem determinadas qualidades. São elas: a empatia, a flexibilidade e a capacidade de aceitar e fornecer feedback. A empatia é o meio através do qual torna-se verdadeiramente possível conhecer outra pessoa, suas razões, vontades e apreensões. Já a flexibilidade exige que a decisão da equipe prevaleça sobre as opiniões individuais. Dessa forma, um colaborador flexível é aquele que é adaptado ao convívio social. A flexibilidade civiliza os indivíduos, fazendo com que estes trabalhem com vistas às necessidades de todos. Por último, a capacidade de aceitar e fornecer feedbacks construtivos permite que os indivíduos saibam onde estão cometendo erros e possam corrigi-los. (CARVALHO, 2009 apud FONSECA et al., 2016).

Neste relacionamento profissional e em qualquer outro, a comunicação é crucial para que problemas e conflitos sejam resolvidos e sentimentos se tornem conhecidos e possam ser trabalhados, possibilitando uma melhor construção de saberes dentro de uma organização, o que, em última instância, contribui, como supracitado, para o sucesso e a produtividade da empresa. (CARVALHO, 2009 apud FONSECA et. al., 2016).

Referências

FONSECA, L. et al. Relacionamento interpessoal & trabalho em equipe: impactos num ambiente organizacional. XII Congresso Nacional de Excelência em Gestão & III Inovarse – Responsabilidade Social Aplicada. 2016.

LEITÃO, S.; FORTUNATO, G.; FREITAS, A. Relacionamentos interpessoais e emoções nas organizações: uma visão biológica. Rio de Janeiro 40(5): 883-907, 2006.

Andrea Yaghdjian é formada em Psicologia e Marketing, com predileção pelo estudo dos campos da Neurociência do Consumo / Neuromarketing. Atualmente, dedica-se a um curso online nessas áreas pela Copenhagen Business School.