DE PORTUGAL PARA O MUNDO - Um canal segmentado, uma potência de influências - mas pouco voltada para o planeta.

Share Button

Deu em 14/06/2019 no site Marketeer.pt:

Pesquisa da SocialPubli mostra que microinfluenciadores preferem o Instagram, mas o utilizam apenas para assuntos mercadológicos e mais superficiais.

LINK – https://marketeer.pt/instagram-e-a-rede-social-preferida-dos-microinfluenciadores/

COMENTÁRIO

Analisando mercadologicamente, a rede social Instagram está sendo considerada um canal de distribuição de conteúdo ‘nichado’, segmentado diante dos demais. A informação foi apresentada pelo Estudo Global de Microinfluenciadores, realizado pela empresa SocialPubli, em uma pesquisa com microinfluenciadores da Espanha, EUA, México, Colômbia, Peru e Portugal. Sim, os especialistas em conteúdos definidos escolheram a rede como principal forma de comunicar as suas opiniões.

Apesar da rede social ser um meio que está em crescimento exponencial, ainda é pouco utilizada como um mecanismo de mudança no mindset das pessoas quando se trata de assuntos como ciência e meio ambiente. Por que ser influente em seu meio e não contribuir para questões que interferem no desenvolvimento da sociedade? Por que poucos influenciadores não utilizam a potência do seu diálogo com o consumidor para trabalhar questões realmente relevantes para o planeta?

Foi justamente esta ideia, da capacidade de mudança do mindset, que me encantou quando iniciei minha trajetória na área da Comunicação. Sempre pensei que o mais incrível do profissional é poder contribuir para a resolução de problemas, e aqui não estou tratando dos baixos índices de vendas, presença de mercado, falta de posicionamento ou de reputação, definidos como aqueles objetivos básicos descritos em tantos livros de Marketing e de Comunicação. Mas, antes, modificação de mindsets atuantes no setor da Educação, dos problemas sociais e ambientais. E, mesmo com orçamentos gigantes, observamos pouco conteúdo relevante para a produção de alguma mudança na nossa realidade. O que falta aos influenciadores digitais é a capacidade de transpor a seguinte barreira: da sua influência extrair menos ações nas lojas e mais na sociedade real.

Caroline Kalil Reimann é publicitária com especialização em Comunicação Corporativa pela ESPM-Sul e mestranda em Marketing pela Universidade de Coimbra, Portugal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *