DE PORTUGAL PARA O MUNDO - A Guerra Fria de 2019: duas potências mundiais em conflito, traçam o futuro de uma marca em plena expansão.

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Deu em 20/05/2019 no Observador de Portugal, na matéria de Cátia Bruno:

Em plena expansão, a marca chinesa Huawei vê seu destino incerto no mercado de smartphones a partir das regulamentações do Governo americano, colocando a empresa na ‘lista negra’ do comércio do país.

LINK – https://observador.pt/especiais/vem-ai-o-inverno-5-respostas-para-entender-a-guerra-fria-tecnologica-entre-os-eua-e-a-huawei/

COMENTÁRIO

Um conflito entre potências da tecnologia mundial está transformando a rotina da segunda maior fabricante de smartphones do mundo. Diferente do que muitos pensam, o reflexo na Huawei é apenas a ponta de um gigantesco iceberg de negociações entre EUA e China. Apontar a companhia chinesa como também responsável pelo vazamento de informações à China, são uma forma de boicotar uma marca e consequentemente um país que está crescendo exponencialmente através da sua tecnologia da rede 5G.

O impacto é tão forte que muitas empresas fornecedoras, como Google, Intel e Qualcomm suspenderam completa ou parcialmente os seus serviços com a Huawei. E com isso nos questionamos; como ficam os consumidores que possuem os aparelhos da empresa chinesa? Sem atualizações em seus sistemas operacionais ou aplicações, somos apenas um espectro que, observando esta guerra tecnológica, acabamos por ser afetados e colocados sob a necessidade de escolher um lado para seguir.

Diferentemente da Guerra Fria, os ataques acontecem não por armas de fogo, químicas ou bombas, mas por meio de um dos principais instrumentos da atualidade, que por muitos momentos na história atual foi a arma utilizada para combater causas, eleger políticos ou desmascarar personalidades públicas – as barreiras comerciais. Entre EUA e China, ficamos reféns das estratégias de dois governantes patriotas e gananciosos. Ações que também pressionam diferentes empresas da área de tecnologia a se posicionar para não perder o seu mercado ou sofrer sanções.

O futuro da Huawei é incerto, principalmente quando avaliamos o ciclo de vida desta marca, que está em plena atividade de expansão. É perceptível que tal caminho ainda terá muitas reviravoltas, inclusive aqui em Portugal, em que o governo está sob pressão dos EUA para que corte as negociações com a Huawei. À nós, consumidores de smartphones chineses, cabe acompanhar os próximos capítulos desta novela.

Caroline Kalil Reimann é publicitária com especialização em Comunicação Corporativa pela ESPM-Sul e mestranda em Marketing pela Universidade de Coimbra, Portugal.

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