Jornalismo trocou empresas por ONGs e fundações como definidores de pauta.

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Deu no website ‘Estudos Nacionais’ (08/08/2019):

A Fundação Marielle Franco foi o resultado de um investimento de 10 milhões de dólares do milionário George Soros, através de sua entidade Open Society…

LINK – https://www.estudosnacionais.com/16426/jornalismo-trocou-empresas-por-ongs-e-fundacoes-como-definidores-de-pauta/

COMENTÁRIO

Muitos fatores vêm contribuindo para o enfraquecimento do jornalismo. O sepultamento – em 2009, pelo STF – da exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão é, talvez, o marco zero, até porque a primeira decisão liminar à matéria já se dera em 2001, antes – pois – da explosão da internet e das redes sociais.

E quem pediu o fim da exigência do diploma?

Os patrões. Os donos da media mainstream, aqueles mesmos que interditaram o debate proposto pelo Governo Lula pela criação dos conselhos federal e regionais de jornalistas (causa que este O.C.I. advoga) – outra medida ‘eficaz’… contra o jornalismo. Os novos robber barons alegaram ‘dirigismo’, mas quem foi alvejada foi a necessária conduta ética para jornalistas.

A atual prevalência das assessorias ‘de imprensa’ é outro golpe. E enquanto incham e se reproduzem – mais encolhem as redações, que ‘terceirizam’ a produção do material que lemos, ouvimos, assistimos e navegamos todos os dias. Os jornalistas que conseguem emprego nessas empresas ‘salvam-se’… mas ao caro preço de um jornalismo subserviente ao meio privado.

No que tange a ONGs, a avalanche de recursos – sobretudo externos – para militância política (independente da longitude e da latitude de origem) fecha a última porta da equidistância que se poderia esperar de veículos jornalísticos, uma vez que a velha prática de agenda setting (e a nova da postiça ‘narrativa’) acabam se subordinando a interesses necessariamente enviesados.