As 'mídias sociais' são como as ruas de uma cidade. Por Elisa Robson.

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É preciso entender que as ‘mídias sociais’ (Facebook, Twitter, Parler, Google etc.) são como as ruas de uma cidade. Pois são meios de se transitar pela comunidade virtual. Uma pessoa não pode simplesmente ser retirada da rua sem que se defina o crime que ela cometeu. E muito menos ser aplicada uma punição sem este cidadão saber o porquê.

Além disso, não se admite usar argumento nebuloso ou dúbio contra uma pessoa para julgá-la. Como por exemplo: acusá-la de propagar fake news, que é algo bastante genérico.

Todo dia, Trump chama a imprensa americana de fake news, que significa ‘mentirosa’ (o que é verdade, neste caso), mas – mesmo assim – continua com a liberdade para se expressar.

Para muitos, o STF mente ao dizer que cumpre a Constituição porque sempre tem uma interpretação completamente inusitada ou conveniente. Mas nem por isso nenhum ministro foi banido das redes sociais ou se cogita retirá-lo do seu cargo sem o devido processo legal.

Por outro lado, jornalistas, escritores, ativistas, políticos e internautas em geral, de perfil conservador, estão sendo punidos sem o menor critério, em cima da argumentação genérica de fake news. Simplesmente porque o STF – auxiliado por tipos como ‘checadores de fatos’ – não gosta do que estas pessoas dizem. Ou seja, para eles parece razoável interceptar qualquer um no meio da rua, por mera vontade suprema.

COMENTÁRIO

Na política – genuína arena do tema – não sei quem sabe menos sobre o assunto na CPMI ‘das fake news‘ do Congresso Nacional; os que são inquiridos ou os que inquirem.

Aqui, no Observatório da Comunicação Institucional, vimos estudando o fenômeno das fake news – tal como colocado por Trump – desde 2016.

Pesquise e constate. Comunicação, definitivamente, deixou a periferia das decisões e, em tempos de internet e redes sociais, está (tem que estar) no centro das preocupações da governança.