Uma reflexão para comunicadores e empresas. Por Ana Paula Backes.

Share Button

Nos últimos tempos ouvi muitos comunicadores, na maioria relações-públicas, dizendo que as empresas não os contratam mesmos sendo uma grande necessidade das relações corporativas. Portanto, pensando nisso, te convido para uma reflexão:

Quantas vezes você mandou um e-mail para alguma empresa e não obteve retorno? Quantas vezes você ligou para uma empresa e a pessoa que te atendeu não conseguiu te ajudar? Ou ainda pior, você já buscou o contato de uma empresa na internet e não encontrou nada?

Esse tipo de falha fere principalmente sua imagem e reputação perante seu público. As pessoas de modo geral sentem-se desassistidas e frustradas. Porém, são os profissionais de comunicação que mais se incomodam, pois eles sabem o quanto é fundamental para evitar esse tipo de situação, as empresas estarem preparadas atender essas demandas.

As empresas, mesmo as que se consideram ‘modernas’, muitas vezes não contam com um profissional que organize e planeje seu posicionamento de comunicação nas diferentes esferas. Isso ocorre muitas vezes devido ao fato de ela não saber da importância de ter uma equipe ou uma pessoa que domine técnicas de relacionamento estratégico para gerir de forma eficientes seus
interesses, sua imagem e seus públicos. Não levam em conta as competências do/da relações-públicas e deixam atividades que cabem a este/esta profissional a qualquer colaborador. Além disso, ainda acham que esta função não é importante para o seu crescimento e acabam investindo em outros departamentos para tentar suprir essa necessidade.

Mas afinal, a culpa é só das empresas?

Existe uma parcela significativa de responsabilidade do próprio profissional de RP que não consegue ocupar seu espaço. Não projeta de maneira significativa e estratégica a importância do seu papel para o crescimento das empresas. Porque isso acontece?

É preciso mais do que saber a teoria, as técnicas e ter um bom currículo. É preciso comunicação interpessoal. Os mais jovens, recém-formados, são os mais atingidos por esse descaso, pois não possuem know how, networking, mecanismos que possam levá-los ao lugar de destaque que precisam para por em prática aquilo que estudaram por anos.

Concomitante a isso ainda há aqueles profissionais já consolidados no mercado que conquistaram esse espaço com muito esforço. Deram a cara a tapa. Desenvolveram outras habilidades tais como negociação, técnicas de marketing, oratória e retórica, gestão de pessoas, gerenciamento de crises, criatividade, entre tantas outras.

Dito isso, convido a todos para, juntos, profissionais iniciantes, consolidados e empresas a refletir sobre essa situação e encontrar alternativas para o desenvolvimento de todos.

Como reverter essa situação? Quais atitudes os profissionais devem tomar? O que as empresas podem fazer? O que cada um pode fazer para mudar e melhorar a experiência das pessoas? Esta é uma pergunta para profissionais e empresas.

Ana Paula Backes por ela mesma:

Sou RP apaixonada pela magia da comunicação. Acredito na capacidade das pessoas serem cada vez melhores.
Sou gaúcha apaixonada pelas culturas do mundo. Não dispenso uma viagem.
Sou a Ana crescendo e me transformando com as possibilidades!