Qual a diferença entre quem toma remédios controlados e um diabético que precisa tomar insulina? Por Maria Eduarda Schmitt.

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Quanto você quebra um braço precisa imobilizá-lo e ter descanso, correto? E quando você está num nível de exaustão mental, depressão e ansiedade? Não há nada para imobilizar, e não é um problema que dê para ver…

Bem, aí depende da interpretação, se levarmos em consideração a mudança comportamental de um colaborador – como isolamento social e possível agressividade – os sintomas são bastante perceptíveis como evidência de que algo não está indo bem.

Enquanto o primeiro é encarado como ‘doente’, o segundo, muitas vezes, será encarado como ‘fresco’. Os termos ‘louco’ e ‘maluco’ continuam sendo usados levianamente pela manada desinformada.

Assim como um problema crônico de ordem física, tais como a hipertensão, a depressão e a ansiedade também são tratáveis, controláveis e curáveis. E, portanto, não devem ser tabus, fontes de preconceito, e merecem ser tratados como algo usual.

Assim como o funcionário precisa procurar ajuda e tratamento especializado, a empresa pode colaborar. De acordo com Ana Merzel, psicóloga do Hospital Albert Einstein, programas de relaxamento e atividade física são ótimas iniciativas, porém insuficientes.

É necessário ‘evitar desgastes corriqueiros tais como ambientes com falta de transparência, pressões desnecessárias, situações de assédio, humilhação, intimidação ou relacionamentos desgastados. Coisas que acontecem no dia a dia e que podem levar a problemas maiores’.