Projetos de comunicação com menos 'eu acho' e mais 'eu pesquisei'.

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Sempre considerei muito estranho as histórias sobre novos gestores que chegam nas empresas sugerindo mudanças, trocando equipes, impondo novas formas de trabalhar, sem antes, ao menos, consultar os interessados, o público-alvo: os trabalhadores.

Pensando nisso, e também apoiada em experiências profissionais, escrevi meu artigo de MBA da Gestão da Comunicação Organizacional sobre a necessidade de uma pesquisa de diagnóstico de comunicação como premissa para se começar um trabalho nesta área.

Recentemente, passei por essa experiência, era a profissional de comunicação que deveria dar sugestões sobre melhorias nesta área, na unidade, baseada nas diretrizes globais. Por mais experiente que seja o profissional, acredito que o início deve ser baseado na observação e na pesquisa qualitativa.

Foi por este caminho que escrevi o texto de conclusão do MBA, usando um pouco do meu relato e referenciando autores como Gaudêncio Torquato, Margarida Kunsch, Marlene Marchiori e também entrevistas por e-mail com o presidente do Observatório da Comunicação Institucional, Manoel Marcondes Neto, da autora Analisa Medeiros, entre outros.

No geral, as fontes consideram de grande relevância começar pelo básico, uma pesquisa que identifique os pontos de melhoria e também mostre as iniciativas que já dão certo na empresa. A partir do diagnóstico são propostas ações baseadas nos dados apurados, com a apresentação de um planejamento de comunicação.

Eu ainda reforcei no texto que são, ainda mais relevante, os resultados da pesquisa qualitativa, com grupos focais, nas quais as pessoas são ouvidas, as perguntas são abertas e é possível realmente escutar a opinião do público-alvo.

Alguns autores acreditam que somente profissionais terceirizados têm a capacidade e a independência necessárias para elaborar o diagnóstico e fazer a pesquisa; eu conto que eu mesma fiz, mas que a minha posição (de contrato temporário) ajudava a estabelecer a relação de confiança necessária entre entrevistado e pesquisadora.

”Ambas as formas podem gerar bons resultados. Há um ‘folclore’, no entanto, segundo o qual ‘santo de cada não faz milagre’ – e graças a isso a indústria da consultoria não para de crescer”, declarou, em entrevista por escrito, Manoel Marcondes Neto.

Realmente, acredito que a pesquisa é o melhor caminho para os dois lados porque os empregados gostam de ser ouvidos, sentem-se parte do processo, e a direção aprecia analisar dados mensuráveis antes de tomar ações.

Artigo aceito, MBA concluído com sucesso e espero contribuir para a reflexão de colegas que estão começando novos projetos. Incentivo a pesquisa qualitativa, como um desafiador ponto de partida.

Deborah Sousa, jornalista formada e especialista com MBA de Gestão da Comunicação Organizacional.

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