NOVA ARTICULISTA: A necessidade de conectar pessoas. Por Ticiana Oppel.

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Nos cinco últimos anos, quase todo mundo passou a conhecer pelo menos um novo conceito ou nomenclatura relacionados à grande revolução na tecnologia da informação (TI), a partir do aumento massivo da capacidade de processamento de dados (big data) e do desenvolvimento de tecnologias capazes de reproduzir habilidades humanas, a Inteligência Artificial (AI).

Mudança nunca foi uma palavra tão utilizada. ‘O futuro não é mais como era antigamente’, como já disse o poeta Renato Russo lá nos anos 1980, não poderia soar como algo mais visionário.

Uma questão que inquieta neste contexto disruptivo, para ficarmos alinhados com a linguagem vigente, é qual o papel dos comunicadores nesta história toda.

A inteligência artificial e o big data nos sinalizam uma infinidade de mudanças no mundo do trabalho. Profissões serão transformadas; enquanto umas deixarão de existir, inevitavelmente, outras surgirão. O fato é que gerações inteiras precisarão reaprender a monetizar suas habilidades, muitas vezes desvinculando sua atuação profissional de um ofício aprendido na academia.

O conteúdo é produzido por todos o tempo todo, as conexões e ressignificações são constantes na sociedade em rede e a ciência de dados reorganiza as estratégias do mercado, assim como as orientações das corporações geralmente para um modelo mais célere, dinâmico e adaptável.

Vivemos hoje um ‘estresse informativo’ que produz dispersão. E como o comunicador poderá chamar a atenção para o seu negócio dentro de um ambiente de excesso de informação veiculado por várias plataformas? Neste cenário de distopia da carreira o que fica mais urgente é o fomento da cultura analítica. A capacidade de analisar os dados e saber fazer as perguntas importantes para aproveitar a enxurrada de informação e mapeamentos disponíveis.

Fomentar a cultura analítica, porém, exige colaboração. Muitas cabeças pensando, ao invés de uma, é a melhor maneira para entender o atual momento de mudanças e propor soluções criativas. O comunicador que não seguir este caminho estará fora do mercado. Precisamos entender que a transformação digital já aconteceu, continuará em um ritmo intenso e as novas gerações já estão aptas à vida digital. Agências ‘checadoras’ de notícias vieram com as fake news. Soluções desenvolvidas em Design Thinking refletem a pegada colaborativa que se consolidou nos escritórios. E todas as agências de publicidade precisaram criar seu braço de gestão de redes sociais.

O papel do comunicador, enfim, é o de tradutor das mudanças trazidas pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Trabalhar em equipes multidisciplinares, com pessoas de várias áreas, será fundamental para a construção de um novo modo de fazer comunicação do futuro. Enfim, precisaremos mais uma vez redimensionar a conexão entre pessoas no novo cenário mundial. Conexão entre pessoas é algo que exige alma. E Isto ainda não inventaram.

Ticiana Oppel é RP com duas décadas de atuação no mercado. Sócia da 2 Baianas Produtora. Geminiana, mãe e empreendedora, acredita na economia criativa e na colaboração para o desenvolvimento de novos projetos, ideias e soluções.

2 respostas para “NOVA ARTICULISTA: A necessidade de conectar pessoas. Por Ticiana Oppel.”

  1. Virginia disse:

    Muito bom. !!👏👏👏

  2. María Lúcia Pandolfo disse:

    Excelente artigo Ticiana. Realmente o mundo atual exige novas profissões enquanto outras vão desaparecendo do mercado. Por outro lado, o excesso de informações produzindo essa dispersão da cultura em várias plataformas , requer , sim, um novo posicionamento dos comunicadores como principais tradutores dessas novas tecnologias. Vejo, entretanto, que no Brasil ainda temos muito que avançar para enfrentar essa realidade que se transmuta tão rapidamente. Nossas escolas e universidades, estarão aptas para esse enfrentamento?

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