Das cidades invisíveis, onde a gente vive o que quiser. Por Maeve Phaira.

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Roberta, 2018. Tenho um roteiro único durante as minhas viagens. Roma não foi diferente. Saí da área turística e fui me perder na cidade.

Entrei no primeiro café, que me convidou a sentar. Pedi um macchiato. Tocava Roberta, perdonami!… não conhecia. Entrei no Google, deu Peppino di Capri – sucesso nos anos 1960.

Não sei o que acontece comigo. Sai de lá apaixonada, sem estar. Peguei ônibus, desci, e subi escadas, Roberta, perdonami!… na minha cabeça. Fui Roberta por um dia. E não é que o Ítalo Calvino tinha razão?

“De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas”. E Roberta me permitiu perdoar.

Imagem: Maeve Phaira.

Maeve Phaira, jornalista, advogada, autora do livro Outono em Copacabana.