Como ser produtivo em meio à correria. Por Marina Boldrim.

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Sabe aquela sensação de que o dia mal começou e já estamos atrasados com nossas atividades pessoais e profissionais? São tantos os compromissos e papéis a desempenhar – tais como o de mãe, filha, esposa, chefe, amiga e colega de trabalho – que temos a sensação de viver em luta constante com o relógio. Quem nunca usou ou escutou repetidas vezes frases, expressões e até mesmo desculpas como ‘o tempo voou’, ‘nem vi o ano passar’, ‘estou sem tempo para nada’ ou ‘o dia precisaria ter 30 horas?

Embora o dia tenha as mesmas 24 horas de sempre, a sensação de ‘loucura’ ou ‘correria’ nunca foi tão forte e tão incorporada ao nosso cotidiano. Corremos tanto para resolver questões urgentes e ‘apagar incêndios’ que raramente prestamos atenção no caminho, nas pessoas e nas situações, ou dedicamos tempo para a realização de nossos próprios sonhos. Na prática, será que se o dia tivesse uma hora a mais esta sensação negativa daria lugar à produtividade e à execução plena de todas as atividades e papéis que desejamos cumprir? Provavelmente não.

De acordo com Christian Barbosa, especialista em produtividade, o problema não está na quantidade de horas que dispomos, mas em como gerenciamos nosso tempo e ditamos o ritmo de nossas próprias vidas. Embora a lista de demandas por vezes seja extensa, podemos perceber que nem todas são realmente prioritárias ou contribuem efetivamente para a realização de nossos objetivos. Na verdade, muitas delas são apenas circunstanciais e poderiam ser descartadas ou postergadas sem qualquer prejuízo. É o caso, por exemplo, de reuniões desnecessárias e uso intenso de redes sociais.

Em outras palavras, passamos muito tempo nos ocupando, mas nem sempre produzindo. E, ao tirarmos o foco das atividades realmente importantes devido a tais distrações, vemos a lista de urgências se acumulando e com prazos ‘para ontem’.

Pagar uma conta e finalizar um projeto em algumas semanas, por exemplo, podem ser tarefas importantes; mas à medida que o prazo de aproxima e não eliminamos as pendências, adicionamos um elemento de urgência e de estresse à situação.

Para evitar situações como essas, reduzir as tarefas urgentes e circunstanciais e auxiliar em nossa produtividade, algumas dicas inspiradas nos livros ‘Os 7 hábitos das
pessoas altamente eficazes’, de Stephen Covey, e ‘Getting things done’, de David Allen, podem ser extremamente úteis. São elas:

– Capturar, processar e revisar ideias. Anotar ideias e lembranças de coisas a fazer em post-its ou calendário, por exemplo, e organizá-las por prioridade e próximos passos.

– Planejar e se organizar em relação às metas e prazos. Fazer o mais importante primeiro, dizer não quando necessário e manter o foco no que é prioritário.

– Comunicar, ouvir e compreender. Escutar com empatia e compreender as necessidades das outras pessoas, de modo a estabelecer relações de ganho mútuo, buscar sinergias e evitar retrabalho.

– Se autorrenovar. Se conhecer, respirar e cuidar de nossas dimensões física, espiritual, mental e emocional, de modo a buscar o equilíbrio em meio à nossa rotina e gerenciar nossa própria energia.

Lembre-se de que a responsabilidade por nossas escolhas é apenas nossa. Você quer viver na correria de sempre ou prefere parar de correr e começar a caminhar?

Ilustração: Ewerton de Campos Silva.

Marina Boldrim é publicitária (USP) e especialista em Gestão de Comunicação e Marketing (USP) & Marketing Intelligence (Universidade NOVA de Lisboa). Atua na área de business intelligence e se interessa por temas de performance e comportamento. Contato: marina.boldrim@gmail.com

6 respostas para “Como ser produtivo em meio à correria. Por Marina Boldrim.”

  1. Douglas De sousa disse:

    Sim vc esta certa sobre isso o povo deve acorda para vive e fica feliz por mais um dia e trabalhar dando o seu melhor para sua na carreira mais também tem ter descanso ha vc tem um talento para toca as pessoas ha vc já sabe que vc e uma Irma para mim que pode conta comigo e continua assim que vc vai chegar na onde vc quiser

  2. Parabéns Marina! Fico feliz que você goste tanto do que faz escrevendo.

  3. Thales disse:

    Parabéns Marina pelo excelente texto e por mais abordar cada vez mais temas que nos ajudam a refletir sobre nós mesmos e como podemos fazer diferente!

  4. Na escola o professor requisita uma atividade em sala para ser entregue no dia seguinte, no final da aula um dos alunos pergunta:
    -Professor posso entregar na semana que vem?
    Então o professor questiona o aluno:
    -Na próxima semana por quê? Se são poucas questões que poderiam ter sidas realizadas hoje mesmo em sala ou quando você chegar na sua casa.
    O aluno informa ao professor:
    – Eu não consegui terminar aqui. Depois da escola vou para o curso e depois para o meu trabalho. Volto tarde para casa.
    O professor por experiência sabe que aquele aluno teria todo o tempo para fazer a atividade em sala, mais não soube dividir o tempo. Conversou a aula toda com o coleguinha. O tempo voou. Ao final da aula solicitou mais um tempo para fazer as atividades.
    Quase todas as pessoas durante a sua vida na escola não aprenderam ter certa relação com o seu tempo relógio e a sua capacidade isso leva pra toda vida!
    Viver em luta constante com o relógio sempre fez parte do mundo contemporâneo. A grande parte da população.
    O tempo é um dos nossos principais quebra cabeça. Muitas pessoas trabalham se esforçam todos os dias vivendo em meio a correria, perpetrando horas e mais horas extras porém nunca finaliza as coisas que tem para serem feitas no dia.
    A caixa de e-mail está sempre cheia de posicionamento das áreas envolvidas. Em alguns momentos acaba sendo convidado pelo gerente da empresa para fazer aquele social de 1 hora durante o expediente com pessoas, aonde tem algumas você que não gosta. E o tempo vai correndo.
    Quando tem reuniões de apresentação de resultado para os diretores e clientes encontramos pessoas que vivem apagando os incêndios da empresa.
    Existem pessoas que marcam de se encontrar com uma amiga no shopping depois o trabalho para conversar sobre projetos mais o assunto toma outra direção, o tempo perpassa e se queixa da falta dele que não deu para falar quase nada.
    Outras pessoas acabam adiando o sonho de fazer o curso superior, nunca consegue cuidar da saúde ou ir para academia. Gostaria de passar mais tempo com a sua família, porém está sempre cansado e precisa chegar a sua casa para dar tratativa nos e-mails da empresa que ficaram pendentes.
    Infelizmente essa é a realidade, segundo o “instituto de psiquiatria da Universidade de Londres”, trabalhar em multitarefa reduz em até 40% nossa capacidade de produtividade e nosso QI em até 10 pontos”. O impacto disso na nossa mente é de assustar pois equivale duas noites sem dormir e pode ter efeitos ainda mais prejudiciais equivalente o triplo de uma pessoa que acaba de usar alguma substancia química.
    Marina está de parabéns por mais esse trabalho que sobreavisa os leitores dos abalroamentos por não saber planejar o tempo aquilo o que é importante, urgente e circunstancial. Obrigado mais uma vez por me convidar para participar com mais uma ilustração .
    Atenciosamente:
    Ewerton C.Silva

  5. Marina Boldrim disse:

    @Douglas, @Cristiane, @Thales e @Ewerton: muito obrigada pelos feedbacks, esse incentivo é muito importante. 🙂

    @Ewerton, muito pertinente esse seu ponto sobre gestão de tempo ainda em fase escolar, pois realmente este hábito pode ser estendido e até potencializado em outras fases da vida. E boa também a referência de tempo com quebra cabeça, já que as atividades e papéis a desempenhar são tantos que nos exigem atenção, “malabarismo” e priorização para encaixar todas as peças da melhor maneira possível. Obrigada pela contribuição!

  6. Elisa Prospero disse:

    Feliz com sua motivação, dedicação e expressão competente em mais um tema relevante para os dias atuais. A Neurociência já tem por demais respostas de pesquisas que informam como a falta de cuidado com a gestão do stress – uma delas sendo justamente a queixa por falta de tempo, impacta negativamente na saúde e, por fim, em comportamentos disfuncionais na vida como um todo. Parabéns, Marina, e grande abraço!!!

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