Assessoria de imprensa: diferenciais significativos em uma entidade de classe. Por Vera Lucia Rodrigues.

Share Button

Quando se fala no papel da imprensa em uma entidade de classe há que se pensar na atuação da própria entidade junto aos seus associados, formadores de opinião e governo, incluindo todos os poderes constituídos, que são, em sua maioria, os grandes responsáveis pelas dores e soluções dos setores representados.

Um exemplo no Brasil que envolve praticamente todas elas é a questão tributária e a dos custos de produção no Brasil. Como as entidades de classe podem tratar dessa questão junto à opinião pública?

Certamente que um esquema bem articulado junto a jornalistas e formadores de opinião pode ajudar. Por exemplo, recentemente esse assunto foi matéria de capa no jornal ‘O Estado de S. Paulo’, com destaque para um estudo sobre o Custo Brasil realizado pela ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

Como os números levantados foram parar na primeira página desse grande jornal, nas suas páginas de conteúdo, na Globo News, Jovem Pan e inúmeros outros veículos de comunicação, com grande penetração no processo de formação da opinião pública e alcance nas esferas dos poderes constituídos? É uma pergunta que vários gestores de entidades de classe, com números, pleitos e estudos igualmente importantes devem se perguntar.

Nesse caso – e exatamente nesse sentido – que uma assessoria de imprensa bem articulada e experiente com relacionamentos significativos pode ajudar a levar essa e outras questões à opinião pública e dar visibilidade a problemas e questões que normalmente ficam restritas aos gabinetes.

E o que significa aqui capacidade de articulação? Ter contato com os principais veículos de comunicação do País, estabelecendo relacionamentos com os jornalistas que realmente importam dentro da estratégia de cada cliente, oferecendo sempre, de forma personalizada, informações e matérias que possam ocupar espaço editorial e garantir a participação dos problemas da entidade de classe no noticiário.

Aqui devemos ressaltar ainda a necessária formação de porta-vozes para que se desenvolva uma proximidade com a imprensa, tornando-os referência para esses veículos de comunicação.

Existe uma enorme diferença entre assessorar empresas, celebridades e entidades de classe. E não existe fórmula pronta, be-a-bá. É preciso, antes de tudo, ter capacidade de entendimento do que o cliente, no caso a entidade de classe, necessita. Qual é o problema dela? Representatividade? Expansão associativa? Articulação junto aos poderes constituídos?

E, a partir daí, sim, elaborar um passo-a-passo, como um alfaiate que desenvolve um terno sob medida, de acordo com a necessidade e conforto do cliente.

Assessoria de imprensa para entidade de classe é uma alfaiataria capaz de elaborar as melhores peças, mas que atendam às necessidades específicas de cada cliente. É sob medida, e esse é o grande diferencial capaz de efetivamente gerar resultado e colocar os pleitos das entidades em evidência dentro da melhor abordagem possível.

Vera Lucia Rodrigues é mestre em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo e diretora da Vervi Assessoria de Comunicação. E-mail: veralucia@grupovervi.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *