A imprensa como um agente essencial no combate à pandemia. Por Cibele Cardoso.

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Desde os primórdios da comunicação, com a Pedra de Roseta, ou o marco fundador da prensa de Gutenberg e o início dos jornais na Europa, que o jornalismo desempenha um papel importante no processo de informação da sociedade. A imprensa sempre foi responsável por transmitir as notícias, de grandes ou pequenos acontecimentos, nacionais ou internacionais, com o objetivo de manter a população informada sobre o que está ocorrendo e deixar que todos façam suas próprias análises.

Atualmente, essa responsabilidade está ainda mais ampliada, devido à tecnologia envolvida e necessidade de atualização e acompanhamento simultâneo. Com o intuito de acompanhar as mudanças e levar informação relevante, os veículos de comunicação formulam suas pautas de acordo com o processo de agenda setting que, basicamente, está fundamentado na influência social. E, levando em consideração o momento que estamos passando, a metodologia utiliza as dúvidas a respeito da pandemia Covid-19 e demais interesses, como quais os efeitos da pandemia no país, as ações dos órgãos públicos e atualização dos casos, para manter a população atualizada.

É nítido que todos os noticiários estão pautados no assunto e que a maioria da programação também. Contudo, temos visto críticas a respeito da quantidade de criação de conteúdo sobre essa pauta, o que indica, às vezes, a sensação de sufocamento por parte do leitor, telespectador e ouvinte, além dos internautas que se dizem bombardeados diariamente com materiais semelhantes. A partir dessa observação, é comum que as pessoas digam que não aguentam mais ver tantas notícias ruins.

O contraponto dessa fala é o próprio exercício da profissão. O jornalismo tem a responsabilidade de retratar fatos, se eles são negativos e, pelo menos por enquanto, não há para onde fugir. Obviamente que em meio à essa realidade dura e preocupante existem notícias pautadas em acontecimentos positivos, as quais ganham espaço no noticiário e são tão importantes quanto as outras, pois a imprensa, com seu papel social, também pode levar esperança.

Assim como em outros momentos que a humanidade já viveu, como guerras, a queda das torres gêmeas e outros conflitos, o jornalismo foi e é necessário. Levando em consideração a atual crise humanitária, em que todos os setores são atingidos, desde a saúde até a economia, educação e segurança, a imprensa se torna um serviço social necessário de atualização e até mesmo instrução das pessoas com menor nível intelectual, permitindo o acesso à informação, que muitas vezes ocorre gratuitamente. Essa pulverização de dados também serve como divulgação de oportunidades e descobertas animadoras, que promovem um alento.

Ao contrário do que se pensa, o jornalismo também entrega notícias positivas, conforme ocorrem, obviamente, pois a profissão é realizada a partir da realidade, ou seja, reportando acontecimentos verdadeiros. Dessa forma, se não houver informações caracterizadas como ‘boas’, também não haverá notícia do mesmo cunho. Não se pode noticiar o que não aconteceu. E, partir desse compromisso com a verdade e a imparcialidade, a imprensa brasileira se dispõe a desmentir fake news e reforçar a checagem de fatos, com o objetivo de não passar falsas informações.

Durante uma pandemia e crise humanitária, é importante que a sociedade se mantenha informada, que consuma conteúdo de fontes confiáveis e de especialistas no assunto. Manter-se longe de dados errôneos também é uma forma de combater o efeito do vírus, proteger a si mesmo e ao restante das pessoas, além de preservar a saúde mental.

Cibele Cardoso é jornalista pela Universidade São Judas Tadeu, pós-graduanda em jornalismo contemporâneo e digital na Universidade Anhembi Morumbi e auxiliar de comunicação na Vervi Assessoria e Comunicações.