'Fake News', robôs, perfis falsos, fazendas de 'clicks', tias do WhatsApp.

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Impressiona-me a insistência da imprensa em tomar partido – também – nessas questões. E insistência incompetente. Acompanhada das bravatas já proferidas por pelo menos quatro integrantes do complexo TSE-STF, tais como “… dependendo… podemos anular o resultado das eleições…”, ou “… e… vamos acabar com as fake news…“.

Vende-se clicks e perfis falsos no Brasil desde 2012. Há ‘fazendas de clicks’ livremente anunciadas – onde? – na mídia puritana! E todos os partidos – e, neles, muitos candidatos – utilizam-se dessas ‘táticas’. Infelizmente.

Pior: a imprensa só convida filósofos, sociólogos, cientistas políticos e de T. I. para debater fake news, uso de WhatsApp nas campanhas etc. Nunca alguém do campo da Comunicação.

Na própria CPMI das fake news, no Congresso Nacional, não se sabe quem desconhece mais o assunto ‘comunicação’, ou ‘comunicação digital’; se os que perguntam ou os que respondem. Denominar de ‘agência’ um negócio como Yacows? É, parece-me, algo como chamar Marcos Valério de publicitário. Pouco depois, a mídia ‘corrigiu-se’… e passou a tratá-lo como ‘empresário’ – para lástima daqueles que, honestamente, militam na propaganda e que empreendem.

No Observatório da Comunicação Institucional discutimos estes e outros temas correlatos desde 2014. Vimos analisando a comunicação institucional dos partidos políticos brasileiros – e das nossas infames ‘coligações’ – em todos os pleitos eleitorais desde então. E o faremos em 2020.

Oferecemos nosso trabalho graciosamente aos colegas da imprensa – que o ignoram. Preferem convidar ‘analistas’ cujas aspas combinam mais com a pré-pauta. Soubemos, inclusive, que numa dada emissora de TV, é expressamente proibido convidar professores de escolas de Comunicação.

Complexo de vira-latas é isso aí.