TUDO COMUNICA - Gestão da imagem: um trabalho do comunicador integrado.

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Na era digital e das redes sociais, qual o papel principal de um profissional de comunicação? Até que ponto reconhecemos nosso papel, função social e poder enquanto formadores de opiniões, percepções e realidades? Acho muito oportuno ter uma discussão sincera sobre isso, afinal, precisamos estabelecer laços, muito mais que conexões.

Muitas vezes, ao olharmos os perfis, vemos muitas descrições de cargo como ‘assessoria de imprensa’ , ‘analista de redes sociais’ e coisas bem específicas. Mas, como nos dias de hoje, em que as marcas e consumidores estão tão próximos e há diversas interfaces de relacionamento, pode-se dizer que as marcas falam apenas com um único ‘stakeholder’?

Quando penso na mídia, abandono o termo ‘assessoria de imprensa’, pois hoje, esse segmento deixou de ser o principal formador da imagem que os públicos têm das organizações. Para levar sua mensagem mais longe, muitas empresas precisaram mudar suas políticas, ir além do tradicional e mapear os chamados influenciadores digitais. Esse processo é o que chamo de relacionamento digital e o assessor torna-se um gestor da imagem e reputação da empresa, afinal, estamos na era da comunicação integrada.

Precisamos deixar claro que a imagem é a percepção momentânea que os públicos de interesse têm da organização, enquanto reputação é a consolidação dessa imagem em um processo de longo prazo. Nesse trabalho de comunicação estratégica, não podemos pensar apenas em nível tático e de curto prazo. Para se prevenir de crises e consolidar sua reputação, as organizações precisam de um trabalho de longo prazo e estratégico, com foco na gestão.

Quando falamos em comunicação com funcionários, ocorre o mesmo. O profissional que antes era apenas um produtor de conteúdos e criador de campanhas precisa também ter uma visão holística dos negócios e de como tangibilizar as metas corporativas e traduzi-las para engajar os times. De comunicador interno ao analista de cenários há um longo e lento processo de evolução.

Então, precisamos cada vez mais encarar o trabalho de comunicação corporativa como um processo de gestão da imagem e reputação das entidades e organizações em que atuamos. O todo é maior que a soma das partes e não podemos ter uma visão míope de achar que cuidamos apenas da ‘imprensa’, ‘redes sociais’ ou ‘comunicação com funcionários’.

Somos comunicadores no sentido mais elevado e estratégico, mapeando públicos, produzindo conteúdos relevantes e fazendo a diferença na hora de levar a mensagem a quem precisa recebê-la!

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