PROPAGANDA COM ÉTICA - Planejar para quê?

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Pode parecer estranho, mas muitos ‘prospects’ e mesmo novos clientes – incluindo empreendedores de primeira viagem –, surpreendentemente, não possuem um planejamento detalhado daquilo que almejam (Plano de Negócios) e, por extensão, um planejamento estratégico de Marketing (Plano de Marketing).

Para tornar mais simples esta abordagem sobre o tema ‘planejamento’, convido o leitor a refletirem junto comigo.

No tempo das pirâmides, quando um produtor pensava em comercializar seus produtos, ele chamava um mercador, que, por sua vez, calculava, em função da quantidade de mercadorias a serem transportadas, o número de camelos e de homens, além dos dias necessários para cumprir dada tarefa, ou seja, fazer a ponte entre o produtor e os consumidores. Uma vez que a caravana chegava ao seu destino, o próprio público se encarregava de alardear o fato. As vendas, então, eram consumadas.

Ainda que bem rudimentar e feito de forma empírica, pode-se dizer que o processo até a chegada dos produtos ao mercado, a coisa não era outra que não ‘planejamento’.

Repare que, em termos simples e superficiais, nos nossos dias, as coisas não mudaram muito. Veja-se, por exemplo, toda santa semana, este processo se repetir ‘n’ vezes nas feiras livres.

Os fatores envolvidos no processo ainda são os mesmos, não? Produção, distribuição, exposição, e venda ao consumidor final.

Mas… este processo intuitivo, hoje, é apenas a ponta do iceberg. Fora do universo prosaico das feiras e mercadões, os tempos são outros, bem outros. As mercadorias são outras e o público, então, aquele que faz toda essa roda girar, diversificou-se, espalhou-se, multiplicou-se e tornou-se, graças à expansão da mídia – sobretudo a digital –, extremamente exigente.

O que mudou?

O processo. Sim, todo ele. E todas as etapas nele inclusas. O consumidor, que estava no final da cadeia mercadológica, agora está no início, determinando a forma, o conteúdo, a matéria-prima e até o preço do que será produzido. Bem-vindo ao momento em que tudo transita de um modelo de vendas a um modelo de marketing, onde as vendas são concluídas antes mesmo de o produto estar disponível em estoque! Existe até um nome para isso: ‘just in time’.

A distribuição também está mudada. A logística não tem mais rota fixa e definida e está multifacetada, reinventando-se a cada dia. Quem duvidar pode investigar as seguintes opções: distribuição exclusiva, distribuição intensiva, distribuição seletiva, sistema de marketing vertical, marketing ‘one-to-one’, marketing multinível.

Impossível descrever nessas poucas linhas a imensa variedade de atributos e matizes que o processo mercadológico ganhou nas últimas décadas. A comunicação de marketing, que alguns autores fieis ao ‘marketing mix’ de Jerome McCarthy chamam de ‘promotion’, então, nem se fala.

Prometo discutir todas as vertentes do marketing oportunamente.

Sendo assim, afirmo que seria um tanto quanto ingênuo responder à pergunta inicial de forma simplista ou resumida. A resposta, com certeza, é ampla e bastante extensa.

Navegar sem leme, sem bússola, sem mapa e sem estrelas para guiá-lo na escuridão total pode ser a escolha do comandante. Afinal, a viagem é dele. O barco e tudo o mais que investiu também são dele.

Mas que um bom planejamento estratégico, um plano de viagem e um farol no horizonte ajudariam muito, isto ninguém pode negar.

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