ENTRE GERAÇÕES - A cultura digital na relação professor-aluno.

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Parceria deve contribuir de forma a desconstruir o que não funciona e focar na construção de um novo caminho para a informatização escolar.

Sabemos que a sociedade atual exige cidadãos que dominem cada vez mais recursos no uso de computadores, e quem não sabe pode se sentir excluído. Nesse sentido é imprescindível inserir a escola no contexto, descobrir novos caminhos e metodologias que assegurem aos alunos um preparo para a vida e para os desafios que irão enfrentar.

Qual seria então o papel dos professores nesse contexto de inovação? É necessário ter a mente aberta, aprender a aprender, e aceitar que não são mais meros transmissores de conhecimentos, mas – sim – mediadores, provocadores e orientadores nessa construção. É preciso que os educadores se conscientizem de que devem estar em constante e permanente aprendizado.

É evidente que há necessidade de repensar o papel do professor na atualidade, o qual deve unir conteúdos à tecnologia. E cumpre mencionar a reflexão sobre a importância e a eficiência quanto ao uso da informática na educação.

A escola e a sociedade têm muito a ganhar se todos se apropriarem da era digital de maneira inovadora e responsável.

Para atingir os aspectos motivacionais do aluno, torna-se imprescindível considerar, na seleção de objetivos, conteúdos, atividades e métodos de ensino, visando o quanto isso tudo constitui aspectos mobilizadores para eles. Isso inclui observar os alunos em suas características pessoais, o seu grupo sociocultural, buscando integrar os valores, crenças e ideais com aqueles pressupostos nos currículos escolares.

É importante perceber que o material envolvido na aprendizagem deve favorecer professor e aluno no intuito de dar sentido ao conhecimento. A troca por matérias que incentivem o interesse e a atualidade devem seguir na pauta do processo educacional.

É dessa forma que professor e aluno aprendem, inovam e vivem juntos o interesse pelo mundo fantástico da academia e do conhecimento. É preciso incentivar, motivar professores e alunos na busca pelo saber, resgatando valores em prol de uma meta estabelecida. Mas, para isso, todos devem contribuir de forma a desconstruir o que não funciona e focar na construção de um novo caminho para a informatização escolar.

Nos últimos anos, o número de escolas de informática aumentou muito e, consequentemente, o número de profissionais lecionando nelas, mas devemos atentar para o preparo desses profissionais. Cabe a cada professor se auto-avaliar para ver se tem o conteúdo necessário para lecionar. O mais importante de tudo isso é que a nova geração precisa ser bem orientada para lidar com a informática de uma forma produtiva, já que ela é a maior ferramenta que temos, hoje.

O mercado de trabalho para profissionais de educação é uma das poucas áreas nas quais o profissional é valorizado quanto mais idade tem, mais experiência, mais conhecimento e valorização. Os professores com mais de 50 anos (aqueles que ainda pensam em continuar em atividade) poderiam retornar às suas atividades em horários mais flexíveis, colaborando com a sinergia entre as gerações, pois as suas experiências são valiosíssimas. Aconteceria como em grandes empresas que dão a oportunidade àqueles que se aposentam de continuarem as suas atividades. Essa troca entre gerações é saudável para ambas as partes, e contribui para a evolução em todos os sentidos.

Ir contra a evolução tecnológica é ‘nadar contra a correnteza’. A tecnologia faz parte do nosso dia a dia, e devemos capacitar as novas gerações para lidar com ela. Por isso, é necessário criarmos condições para a utilização apropriada desses instrumentos. A informática é uma ferramenta para os docentes repensarem as suas práticas pedagógicas, ajudando-os a rever sua postura. Atualmente, busca-se a qualidade na educação, então não há dúvida de que a informática pode, sim, ser uma parceira tanto dos professores quanto dos alunos nessa conquista.

Concluímos que aos alunos vale repensar mais abertura em busca de novos desafios no aprendizado e no domínio cada vez maior do uso dos computadores. Nesse sentido cabe aos professores proporcionar aprendizagens cada vez mais estimuladoras, divertidas e significativas, que ampliem os conhecimentos já adquiridos, observando o comportamento do aluno para motivá-los a buscar novas estratégias.

Solange Vilella é formada em Pedagogia pela Universidade Paulista (1998), pós-graduada em Economia e Gestão das Relações de Trabalho pela PUC/SP (2009) e especialista MBA em Gestão estratégica do Capital Humano (2013). É diretora do site ‘Conexão Melhor Idade’, e gerente administrativa na Convergência Comunicação Estratégica.

7 respostas para “ENTRE GERAÇÕES – A cultura digital na relação professor-aluno.”

  1. Ângela Maria Moreira Alves disse:

    Excelente!!! ???????????????? parabéns!!!

  2. João L. Prigenzi disse:

    Muito bom.
    Com clareza e fundamento, a autora demonstra que a bagagem teórica dissociada da tecnologia e, por óbvio, o contrário, não refletem necessariamente maior aprendizado.
    Momento de desconstruir!
    Parabéns pelo texto, Solange.

  3. Excelente! Continue a escrever sobre o tema!

  4. José P. Moreira disse:

    Seu texto contribiu para a busca de parcerias produtivas entre professores e alunos. Parabéns!

  5. Kaio disse:

    Tema de fundamental relevância. Lembrei do grande José Pacheco que certa vez me disse que não há aprendizagem centrada no aluno, tampouco no professor. A aprendizagem se dá no vínculo amoroso entre as partes.

    Sendo assim, o papel do professor se transforma com a revolução tecnologia, mas segue imprescindível.

  6. Higor Gonçalves disse:

    Parabéns, Solange!!! Conteúdo relevante e tema super pertinente.

  7. Ana Gils disse:

    Parabéns minha querida amiga! Vivemos em um mundo novo, onde o aprender diário pulsa e em tratando-se de Tecnologia da Informação, somos bombardeados a cada nano segundo com o “novo”. Fundamental é a união de professores e alunos neste momento, até porque este é um acontecimento que mudou totalmente as nossas vidas.

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