TUDO COMUNICA - Em tempos de fake news, quem apura é rei?

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A popularização das redes sociais digitais facilitou o compartilhamento de notícias e transformou o cidadão comum em potencial produtor de conteúdo, bastando apenas ter acesso a um dispositivo móvel conectado à internet. Mas, por outro lado, um fenômeno ganhou maiores proporções: a difusão de boatos.

Considerando que, no Brasil, depois dos portais online de notícias (69%), a time line é a segunda principal fonte de informação para 43% dos internautas, que cuidados devemos ter com o compartilhamento das informações que andamos lendo?

De acordo com estudo divulgado em fevereiro de 2017 pela CNT/DMA, 80% dos brasileiros acreditam no que lêem nas redes sociais, sendo que 12,4% dessa informações chegam através do Facebook. Outro dado interessante da pesquisa ‘Consumo de Notícias do Brasileiro’ revela que 42% dos entrevistados assumiram já ter compartilhado alguma notícia falsa em sites de redes sociais.

Essa enorme quantidade de dados circulando na web, disponíveis a um clique, nem sempre é devidamente checada. Tal fato é reforçado por um estudo recente divulgado pela Nature, em que se afirma que o alto volume de informações nas redes sociais associado à limitada capacidade de absorção dos conteúdos, têm contribuído para a proliferação de boatos e notícias falsas no ambiente digital.

Confira algumas dicas para identificar as fake news e boatos que têm sido muito compartilhadas nas redes sociais:

1 – Cheque a fonte da informação: essa publicação saiu em outros sites?
2 – A entrevista contém fontes confiáveis?
3 – Quem deu as declarações? São autoridades no assunto ou perfis fake?
4 – Analise o site: esse canal costuma publicar notícias assim para conseguir likes?
5 – Há fontes de apoio que confirmam o que a notícia diz?
6 – Verifique a data de publicação: é algo novo ou um boato requentado?
7 – Consulte especialistas: procure uma confirmação de profissionais da área.
8 – Boatos têm tom alarmista e começam com palavras como ‘Alerta’ , ‘Atenção’, ‘Urgente’, geralmente grafados em caixa alta (maiúsculas).
9 – Nessas notícias há falta de referência temporal clara (não é possível saber de quando são os dados da notícia).
10 – As fontes e os entrevistados estão ocultos no texto?
11 – Notícias fake e de sites sensacionalistas geralmente possuem erros de português.
12 – Há link ou citações a instituições científicas?
13 – Há indicação das pesquisas que foram usadas para embasar a reportagem?

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