#CommTech: tudo o que é preciso saber de tecnologia digital para começar um negócio hoje.

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Hoje dedicamos nossa coluna para algo mais prático sobre tecnologia: os primeiros passos e fundamentos para profissionais e empresas iniciarem a sua vida digital de forma correta.

Não tratamos somente de abrir uma fan page no Facebook ou um show case no LinkedIn, mas, sim, de saber como estabelecer um website, ter um e-mail corporativo e outros detalhes importantes para que a estratégia de negócio, posicionamento da marca, e demais comunicações sejam efetivas.

Claro que as dicas neste artigo são universais, mas como nosso foco são os comunicadores, temos que reconhecer que lidamos com ‘feras’ no conteúdo, mas que podem errar feio nos processos técnicos ou terceirizar essa parte do trabalho sem saber como fiscalizá-lo apropriadamente.

Não é porque o seu site já está on line ou seu e-mail já está recebendo/enviando mensagens que sua vida digital está funcionado segundo as melhores normas. Por isso, use esse artigo como uma fonte de referências simplificadas para o seu conteúdo ganhar a audiência que merece.

Um domínio (nome do seu site) configurado corretamente significa relevância no Google (o termo utilizado para isto é ‘indexação’) e confiança para servidores de e-mail, ou seja, um porto seguro que não pode ser ignorado. Trocando em miúdos: seu e-mail foi parar na caixa de spam? Chance grande de seu domínio ter falhas de configuração.

Sites bem cuidados, que têm segurança digital (e que passam tal imagem), fazem toda a diferença para o usuário… afinal, nada mais suspeito quando entramos em uma página e ela mesma nos dá um aviso de ‘não segura’.

Domínio

A primeira tarefa para quem quer ter um site é ter um bom domínio. O registro do domínio nada mais é que o endereço digital em que as pessoas encontrarão o seu site – ou seja, tudo o que vem depois do www.

O posicionamento do domínio começa pelo nome. Pense em algo entre 5 a 15 caracteres, de forma que o usuário não erre ao, porventura, ter que digitá-lo. Nesta estratégia, vale ver como os concorrentes nomeiam seus sites e também cogitar se o seu nome vai poder ser utilizado (igual ou de forma semelhante) nas redes sociais. Não utilize um nome que não esteja disponível no Facebook e LinkedIn, pelo menos.

Escolhido o nome, é a hora de pensar a extensão: hoje os endereços vão além do ‘.com’ e ‘.com.br’. Dá para ter ‘.art.br’, ‘.network’, ‘.club’, enfim, uma infinidade de terminações. Quanto mais desconhecido o formato, mais barato você paga pelo domínio. O preço, em geral, fica por volta de 35 reais ao ano – tendo que ser renovado após 12 meses.

Indicamos três opções confiáveis para você verificar valores de domínios e não ter dor de cabeça: www.godaddy.com.br, www.hostgator.com.br ou, para projetos mais amplos, www.host1plus.com.br – sendo que essas empresas também oferecem a hospedagem… como veremos adiante.

Por lei, ao registrar um domínio, você tem que inserir nome, endereço físico, e-mail particular e telefone, dados estes que ficam públicos. Uma vez publicados na internet, seus dados são um prato cheio para spams e ligações indesejadas. Para evitar, os serviços oferecem uma proteção de dados a fim de esconder tais informações – um valor médio de R$ 30,00/ano. Compensa.
Hospedagem

Entenda a hospedagem como ‘sua casa virtual’. O domínio é o endereço que vai levar as pessoas on line para sua casa virtual. Para tudo isso funcionar bem você tem que saber que existem três bases extremamente importantes:

IP Fixo

O primeiro é o IP Fixo, que está para sua vida digital assim como o CPF está para sua vida financeira; um comparativo bem direto para você entender a importância do IP Fixo. Existem alguns órgãos fiscalizadores na internet que existem basicamente para monitorar as atividades dos IPs, para ver se não estão cometendo infrações (que podem ser desde atividades mais leves, como enviar e-mail marketing sem parar até ser utilizados por hackers).

Para cobrar barato, alguns dos serviços de hospedagens mais populares do Brasil não oferecem IP Fixo, fazendo com que milhares de sites correspondam ao mesmo IP. É mais ou menos assim: você compartilha o mesmo CPF com milhares de pessoas. E se alguém não pagar uma conta e esse CPF for parar nos órgãos de proteção de crédito, você enfrentará restrições de crédito por tabela.

O mesmo ocorre com o IP. Se algum desses milhares de sites fizer alguma coisa errada na internet o seu site sofrerá a má fama do IP compartilhado e você poderá ter seus e-mails indo parar no spam ou seu site sendo ignorado pelo Google.

DNS Reverso

Um segundo alicerce é o chamado DNS Reverso. Em um resumo simples, é a legitimação do IP Fixo. Como se fosse um ciclo virtuoso, o seu domínio aponta para seu IP Fixo e seu IP Fixo aponta para o seu domínio. Aqui não é algo a ser comprado, mas sim depende de ser configurado. Quem não tem IP Fixo não consegue configurar o DNS e vai ter problemas em enviar ou receber e-mails corporativos ou mesmo linkar seu endereço com demais serviços (como ter um banco integrado, por exemplo).

SSL

Por fim, há o SSL. Essas três letrinhas correspondem a um certificado digital de segurança que vem depois do HTTP, com uma criptografia muito rígida. A maioria dos sites ainda não tem tal certificado, mas isso tem dois efeitos colaterais: o menos grave é desaparecer nas páginas de buscas, em resultados orgânicos, já que o Google condena quem não tem HTTPS; o segundo é estar vulnerável para ataques de hackers.

Neste último caso, vale explicar que não é uma pessoa que ataca o computador, mas sim um vírus criado por alguém mal-intencionado e que vai se espalhando de site a site sem proteção. Tudo automático e que pode causar um grande dano para o seu investimento.

Para hospedagem do site, geralmente com domínio incluído, os serviços citados acima oferecem uma extensa gama de planos, mas a média de preço é algo como 15 reais mensais (ou R$ 180/ano, com o detalhe da renovação ficar mais cara). Vale ficar atento às promoções ‘combo’ que as empresas oferecem sempre.

A maioria dos serviços oferece a opção de ter a construção do site incluída no pacote, mas aí já é um valor a mais, separado desta nossa parte técnica. Já para obter o certificado SSL o investimento é separado e fica em torno de R$ 100 pela proteção anual.

E-mail corporativo

Para o mercado, ter um e-mail profissional significa transparência. Além disso, também significa segurança para o envio de mensagens. Vou dar um exemplo caseiro: na nossa empresa, I’M Press, assessores de imprensa utilizam nosso serviço para disparar releases para jornalistas e influencers. Se este assessor só tem e-mail gratuito (@hotmail ou @gmail) ele não é autorizado a enviar textos porque, basicamente, os servidores irão ‘ler’ aquele texto como lixo e não irão entregá-lo na inbox.

Sei que o e-mail gratuito é muito intuitivo para utilizar e não custa nada, porém, em internet, tudo que é gratuito acaba sendo mal utilizado. Damos um exemplo simples aqui: imagine que, se fosse tudo liberado, qualquer pessoa poderia enviar de uma conta ‘free’ um e-mail marketing em nome de uma companhia aérea, indicando um site falso e, pior, uma conta de banco falsa. Até dá para fazer isso, mas os filtros de spam irão policiar e bloquear a iniciativa.

É por isso que o próprio Gmail tem uma versão corporativa, que custa 5 dólares por mês (US$ 60/ano), enquanto a GoDaddy faz por R$ 1,99/mês por usuário. De novo, compensa muito.

Resumindo

Sabemos que a tecnologia tem muitas palavras próprias – os tecnologismos – e isto assusta em um primeiro momento. Mas garantimos que um passo inicial bem dado faz toda a diferença para uma marca ou um negócio começar sua ‘vida digital’ na internet. Em tecnologia, nunca sabemos qual vai ser a próxima inovação ou o próximo ataque de vírus… então é bom estar preparado para tudo.

Fernanda Lara – comunicadora especializada em Tecnologia e uma tecnóloga especializada em Comunicação. É CEO do I’M Press, serviço online que reúne, em um único lugar, mailings press e influencers, buscador de jornalistas, um sistema de edição e distribuição de releases fácil, além de relatório de envios.

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