#CommTech: onde a Comunicação e a Tecnologia se encontram.

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O ‘start’ para nosso primeiro texto no portal OCI passa por explicar como criamos o termo que dá nome para a coluna, o CommTech – união entre ‘Communication’ e ‘Technology’.

Vemos e ouvimos falar muito em FinTechs, uma vertente que usa a tecnologia para melhorar as atividades do universo financeiro. Também houve um recente ‘boom’ pelas AgTechs, empresas de tecnologia que voltaram seus desenvolvimentos para o campo brasileiro na esteira do sucesso econômico deste.

Em ambos os casos, o emprego da tecnologia foi utilizado para quebrar uma lógica e estruturas outrora dominantes. Daqui advém a palavra da moda, disrupção, bem como todo o fascínio no qual se espera que aplicativos, gadgets, softwares, entre outros dispositivos virtuais ou físicos, melhorem a vida e os negócios.

Acreditamos que, assim como as FinTechs reinventaram a relação entre público e bancos, agora é a vez das #CommTechs.

Em uma realidade não muito distante, teremos ferramentas, serviços e softwares que darão escalabilidade para que a comunicação se reerga e se monetize. Não falamos somente das formas de comunicação ‘per se’, mas, principalmente, do negócio da comunicação e seus modelos de viabilização – tão abalados pelas inovações que a própria tecnologia apresentou.

Vale ressaltar que acreditamos que esta seja a nascente de um fenômeno maior que o surgimento dos portais e blogs, uma vez que estes modelos ainda não se mostraram sustentáveis.

Por isso, a reinvenção do mercado de Comunicação não se dará apesar da tecnologia, mas sim a partir dela.

Antes, as mídias dependiam de poucas transações de verbas milionárias, no ultrapassado estilo de grandes verbas para poucas mídias. Estamos prestes a viver justamente o inverso: serão milhares de transações com verbas pequenas e ajustáveis.

O Google, Facebook e LinkedIn são claras confirmações que a tecnologia é o caminho certo para escalar o lucro, quando cada clique tem seu valor, e não apenas uma audiência volumosa.

Mais que um termo, #CommTech é um conceito amplo e, como tal, abrange de novos modelos de negócios (‘paywall’, mídia programática), produtos (‘branded journalism’ e ‘branded content’) até novos comportamentos, alguns focados, por exemplo, no novo assinante de conteúdo… aqui, as possibilidades são tão infinitas quanto a própria definição de tecnologia e o que ela proporciona.

Estes são alguns exemplos que existem e estão sendo explorados, mas quem sabe o que estaremos elencando aqui em poucos meses… por isso #CommTech (cujo preceito e sentido, por sinal, está sendo explorado a primeira vez publicamente neste texto para o portal OCi) é uma definição que serve para abrir caminho ao que ainda desconhecemos.

Um espectro ronda o mundo da Comunicação, em sua vertente mais aberta possível, de assessores e jornalistas até as relações públicas e o marketing. E o que vem é alentador, capaz de fazer com que o mercado reaja e saia do atual estado de sofreguidão.

Por isso, caros leitores, esperem neste espaço mensal dicas sobre tecnologias para nosso segmento e novidades importantes que ligam a ‘Comm’ e a ‘Tech’. Leituras de uma realidade que ainda é difusa, mas que já está candente.

Por fim, resta dizer… avante #CommTechs!

Fernanda Lara é comunicadora especializada em Tecnologia e uma tecnóloga especializada em Comunicação. É CEO do I’M Press, serviço online que reúne, em um único lugar, mailings press e influencers, buscador de jornalistas, um sistema de edição e distribuição de releases fácil, além de relatório de envios.

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