Relações Públicas e Governamentais. Por Marcos Jank.

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Deu no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 01/10/2016 (P. 7), o texto do agrônomo e executivo Marcos Jank, aqui republicada via link da matéria clipada por ‘brasilagro.com.br’ – http://www.brasilagro.com.br/conteudo/o-que-o-mundo-nos-ensina-sobre-relacoes-publicas-e-governamentais.html#.V_JTOslwvNI

COMENTÁRIO

O autor, que é agrônomo – profissão regulamentada sob o Sistema CONFEA-CREA – e executivo ex-presidente da UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), ente patronal do setor campeão de denúncias por péssimas condições de trabalho e plataforma que o alçou a interlocutor recorrente de William Waack no programa ‘Globo News Painel’ dos sábados à noite, dá seu pitaco (parece que isto tornou-se um esporte nacional) na área de Relações Públicas – profissão regulamentada sob o Sistema CONFERP-CONRERP.

O enfoque da matéria é positivo para a nossa área (como se diria numa típica avaliação de ‘clipping’ nas assessorias ‘de imprensa’), mas o viés é parcial – uma vez que advoga para o setor de RP uma atividade importante – o ‘lobbying’ – que, no entanto, ainda não é legitimada no Brasil, sendo impossível – portanto – atribuí-la a qualquer profissional específico por formação. Há, acredita-se (não há dados transparentes sobre a prática), uma maioria de advogados na atividade. Mas não nos surpreenderemos se houver mais engenheiros ‘fazendo lobby’ (como a ação é conhecida) que causídicos.

Durante décadas circulou – sem votação – projeto de lei de autoria do ex-senador (por Pernambuco) Marco Maciel no sentido da regulamentação da atividade de ‘lobbying’. Hoje, há vários projetos propondo o mesmo, mas acreditamos que está longe o dia de sua concretização, permanecendo a atividade num limbo que – por incrível que pareça – facilita a atuação de ‘lobistas’ pelo país afora – mesmo sob pecha negativa e de nefasta ilegalidade. Tais ‘profissionais’ têm escritórios montados – Brasília é a meca da atividade -, são bem conhecidos, e atuam a peso de ouro para defender suas ‘teses’ junto a parlamentares, administradores públicos e governantes; da aprovação de um novo medicamento ao pleito por um novo incentivo fiscal setorial.

Os relações-públicas por formação e registro profissional em Conselho precisam estar duplamente atentos. A regulamentação do ‘lobbying’ pode (1) ser obtida sem a nossa participação nas discussões – como ocorreu recentemente na normatização de ‘eventos’ pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas); e assim sendo, (2) teríamos mais uma subárea ‘afanada’ de nossas mãos por ‘oportunistas profissionais’ – perfil, aliás, que pulula no país.

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