Para formar mentes críticas. Por Marlova Jovchelovitch Noleto.

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Deu hoje n’O Globo (P. 15):

Fato distorcido e retirado do contexto real é mal a ser combatido, na mídia tradicional ou em outros ambientes da web…

LINK – https://oglobo.globo.com/opiniao/para-formar-mentes-criticas-21438582?loginPiano=true

COMENTÁRIO

A leitura crítica dos meios (ou da mídia) é disciplina fundamental na formação do cidadão. O professor Ismar de Oliveira Soares, da USP, ajudou a moldar esta causa e escolheu a militância por sua implementação, tendo colhido, ao longo de décadas, alguns sucessos louváveis – como no âmbito do ensino público de segundo grau (ensino médio) do estado de São Paulo. Faltam, porém, mais educomunicadores (termo idem cunhado pelo mestre e de perfil implementado – sou testemunha participante – na rede de escolas Salesianas pelo Brasil afora). Aliás, acaba de sair o novo número da revista ‘Comunicação & Educação‘.

E ‘educar para a mídia’ é o tipo de mote transversal que pode levar a benefícios outros – além do senso crítico diante da comunicação (ou seja, do jornalismo e da propaganda que, quotidianamente, nos assaltam em todo o lugar) -, tais como aprender melhor a Geografia, a História, a Política. É caminho facilitado também para a cultura geral.

‘Clipping’ – modo de estudar (e de dar suporte a pesquisas) que é também uma das bases da função executiva ‘issue management’

Uma atividade prosaica, tanto nos departamentos de comunicação das empresas quanto nos escritórios-modelo de relações públicas existentes em quase todos os cursos de RP – ‘clipping’ – apresenta-se como a base da leitura crítica da mídia. Uma vez que o cidadão em situação corriqueira de seu dia a dia simplesmente não consegue parar e refletir sobre cada mensagem que recebe dos meios (ainda mais em tempos de onipresença da web em nossas vidas), é preciso como que ‘profissionalizar’ a ação de recortar e colar (‘cut and paste’) tudo (tudo?) o que a mídia nos oferece a cada minuto sobre o tema de nossas vidas, de nossos trabalhos, de nossas apreensões, de nosso interesse comercial, de nossas aspirações. Mas isto fica caro e praticamente inviável ao cidadão comum. Mais: se o recorte real, do papel de jornais e revistas, é possível para um número ínfimo de publicações (o jornal que se assina ‘em casa’, a revista perdida no consultório dentário ou no salão de beleza), o ‘recorte’ daquilo que ouvimos no rádio ou vemos na telinha da TV é impossível nas condições normais de temperatura e pressão da vida diária.

Uma ação de ‘clipping’ [de um veículo (O Globo), de um dia (16/01/2016), de um olhar (o meu)], por exemplo – http://marcondes-at-blog.blogspot.com.br/2016/01/trivial-variado-de-um-fim-de-semana.html

Este OCI tenta facilitar um pouquinho este trabalho para aqueles que elegeram a comunicação como seu alvo de atenção, de trabalho, de estudos de graduação ou de pesquisa científica. Organiza-se – também, entre outras seções – como um grande ‘clipping’, apontando temas precisos – diretos ou correlatos – que afetam a interação entre empresas e cidadãos, governos e cidadãos, e o diálogo entre organizações – públicas, privadas ou do terceiro setor.

Outro exemplo de ‘clipping’, no caso – realizado desde 1990 – a partir de recortes atinentes às questões que envolvem a imbricação de sete temas – arte; comunicação; cultura; economia; gestão; marketing; RP – encontra-se no ‘Marketing e Cultura: comunhão de bens’ – ‘website’ produto paralelo ao texto de minha tese de doutoramento em Ciências da Comunicação defendida na ECA/USP (*):

Mais sobre Educomunicação – http://www.cca.eca.usp.br/content/educo-mu-ni-cacao-dial-gos-luso-brasileiros-professor-ismar-participa-evento-portugal

(*) MACHADO NETO, Manoel Marcondes. ‘Marketing Cultural: características, modalidades e seu uso como política de comunicação institucional’. Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, 2000. 529 p. (Tese originária do livro ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (volume que não contém o ‘clipping’ – só disponível da internet), editado pela Ciência Moderna em 2002 – já em sua terceira edição).

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