Papa Francisco, mais que "pop", é "o" cara.

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Com discursos inéditos e corajosos, Francisco toca a crista do monstro abissal.

Nosso ministro mais “pop”, Gilberto Gil, fez o mesmo quando propôs que a ANCINE passasse a abranger a televisão, como ANCINAV, cumprindo o que está previsto na Constituição Federal de 1988 no que tange à missão da mídia, (des)regulamentada no país por um documento de 1962 – tempo em que nem se imaginava, por aqui, o que seria uma “agência reguladora” ou um “marco regulatório”.

Naquela ocasião, ao ligeiro pisão no pé, porém, o Leviatã midiático moveu-se perigosamente… e Gil pediu o boné. Artista consagrado e tarimbado no trato com a chamada “indústria cultural” e com a mídia comercial, soube logo que aquele seria um embate solitário e, portanto, vão.

Quatro gestões do PT – que tem o “controle econômico da mídia” como pauta em seu programa – se sucederam no Brasil sem que as regras de concessões públicas de rádio e TV tenham sido sequer debatidas no Congresso Nacional. Também pudera; mais de 20% dos parlamentares possuem – ilegalmente, por meio de “laranjas” – emissoras pelo país afora, repetidoras do discurso hegemônico (de “colonialismo ideológico”, nas palavras do Papa) bancado por, aspas nossas, “respeitáveis anunciantes” – aqueles mesmos vendedores de “padrões alienantes de consumo” a que Francisco se refere. O PMDB é, talvez, a sigla mais “aquinhoada” com mídia a granel, tendo sido Sarney o maior dos distribuidores de concessões a apadrinhados desta triste história.

Este é um tema que não pode deixar de ser debatido pela sociedade, sobretudo por aqueles que militam no meio da comunicação profissional; jornalistas, radialistas, publicitários e errepês. Este OCI quer participar do debate.

LINK para a íntegra do artigo de Altamiro Borges, do ‘site’ Sul21 – http://www.sul21.com.br/jornal/papa-critica-concentracao-da-midia-colonialismo-ideologico/

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