O que aprendemos com Dove.

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Deu hoje n’O Globo (P. 23), na coluna de Flávia Oliveira:

LINK – https://oglobo.globo.com/sociedade/o-que-aprendemos-com-dove-21938712

COMENTÁRIO

– Que maçada, Batman! (Diria um assustado Robin ao homem-morcego).

– Pior, menino-prodígio! Eles fizeram de novo!

Para quem acompanha o mercado de comunicação – professores, pesquisadores, analistas, críticos – o deslize não chega a surpreender. Num mundo cada vez mais veloz, mais júnior, mais barato, mais estagiário, enfim, num mundo em que impera o ‘mais com menos’, erros crassos tendem a acontecer… mais… e mais. Erros de ‘copy’, erros de elenco, erros de canal, erros de verba, erros, erros e mais erros – inclusive filosóficos, éticos, sociológicos e antropológicos; esses últimos, os piores erros que se pode cometer.

De novo… quem acompanha as festas, as caras, as contratações, os prêmios, as fofocas, as revistas e colunas dessa ‘gente bronzeada da propaganda’ não ficou surpreso. É óbvio que quem está mais preocupado com o ‘look of the day’ não está nem aí para filosofia. É esperável que quem está mais preocupado com o prêmio não perca tempo com artigos de Sociologia. É fatal que quem ‘foca na verba’ desfoque na ética.

A propaganda, com todo seu ‘storytelling’ de ‘glamour’, de desperdício, de viagens, de get-together e networking (em pleno século XXI!) não colabora para que nós, (‘essa gente da comunicação’), alcemos o patamar mais alto nas decisões corporativas. O comportamento desse ‘people’ ainda é o mesmo retratado pela série ‘Mad Men’ – que se passava, por sinal, noutro século…

Tomara que a Unilever e seus millennials (OK, também os seus coroas descolados, de paletó azul-marinho e tênis coloridos) aprendam com mais essa… Só que não… pelo retrospecto… eles, com certeza, farão de novo.

Restará, então, a um já exausto Robin, aquele outro bordão:

– Pelas barbas do profeta, Batman!

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