O mundo é 'consumer to business' (C2B).

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Deu na Meio & Mensagem (25/09/2017, P. 18), na matéria de Isabella Lessa:

Nick Brien fincou seu nome no panteão das autoridades em publicidade liderando ora grandes agências, como Leo Burnett e McCann Worldgroup, ora grupos de mídia, como Hearst Magazines. Há cerca de um mês, assumiu o cargo de CEO da Dentsu Aegis Network (DAN) para as Américas.

Em entrevista à M&M, disse:

– Temos de evoluir a maneira de construir marcas. Não se trata mais de uma história em torno de um produto ou serviço, é um produto como serviço, utilidade, como algo que eleva o estilo de vida de alguém. E há também o lado social: as marcas se tornam comunidades à sua própria maneira. Quem é o dono da marca? Porque agora estamos em uma situação em que não é mais B2C, é uma lógica C2B.

– Queremos garantir que quando pensamos o marketing pensamos em criar relações, em engajar pessoas e encontrar formas para que elas sejam orgulhosas em seguir uma marca. Não pode se resumir a vender atributos da maneira mais clássica e funcional. Vamos investir tempo e dinheiro nisso, mas também investiremos mais tempo e dinheiro na dinâmica do conteúdo e na experiência digital. Porque não há dúvida de que toda grande marca precisa de mais conteúdo.

– Quando comecei nesta indústria, dizia-se que éramos dons da experiência. Não! O consumidor é dono da experiência. A empresa pode até ser dona da marca, do produto, do serviço, mas a relação e a experiência são todas do cliente. Tive uma experiência no avião que foi muito ruim. A cultura corporativa da companhia aérea não empoderou seus funcionários para tratar o consumidor com o mínimo de flexibilidade. Esse é um problema de cultura corporativa que infecta o cliente. Se não posso lidar com a comunicação significa que temos de ser mais holísticos e costurar esses pontos de maneira criativa.

– Estamos usando diferentes capacidades, serviços e expertises na publicidade, no digital, no PR, em vendas. A questão é: como juntamos tudo para refletir na criação de jornadas customizadas para o consumidor? Porque a jornada de cada consumidor é diferente. A pessoa pode apenas conhecer a marca, outra pode ser fã da marca. Precisamos garantir que as lentes por meio das quais olhamos para nosso cliente capturam aquilo que mais importa para ele, que é crescimento e relevância.

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