O poder econômico e a situação das mulheres nas empresas. Por Isabel Canha.

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Isabel Canha, jornalista portuguesa que atuou nas revistas Exame e Fortuna, e é coautora de uma biografia do magnata português – com passagem exitosa pelo Brasil – António Champalimaud, fez uma conferência independente “TEDx Talks” sobre as diferenças de gênero associadas ao mundo dos negócios, ilusões do senso comum sobre intuição VERSUS razão entre homens e mulheres, e achados de pesquisa surpreendentes.

Por conta de textos seus publicados na Executive Digest, os quais enriqueceram um artigo – disponível na internet – muitíssimo usado sobre história da Administração, Isabel Canha foi convidada a colaborar com este OCI e representar a entidade em Portugal, o que não pôde aceitar, infelizmente.

Sua negativa foi, para nós, uma verdadeira aula do que deveria ser aqui também, no Brasil, a divisão ética de interesses entre relações-públicas e jornalistas. Em Portugal é ilícito acumular as duas atividades. Se um profissional é jornalista, não pode ser assessor. Se é assessor, não pode trabalhar para um veículo. Um primor! Enquanto aqui há assessores com acesso e senha para inserir matérias – direto – em veículos. Ninguém me contou isto… uma assessora “de imprensa” disse-me isto tentando convencer-me a contratá-la para um lançamento editorial em 2012.

A “aula” de conduta ética de Isabel Canha (que, atual e pertinente, nos motiva a republicar esta Análise, hoje, 18 meses exatos após sua brilhante palestra TED Belém Women):

… Por ser de um observatório que reputo como sério credível, fiável, com boa reputação, por tudo isto, mais me custa ter de recusar este amável convite. Faço-o por duas ordens de motivos, mas apenas o primeiro ditaria a resposta. Em primeiro lugar, a actividade de relações públicas é incompatível com o exercício do jornalismo e, apesar de não se tratar de uma actividade remunerada, e de falarmos de um observatório, sei que a Comissão da Carteira Profissional não compreenderia as nuances e veria aqui razões para me retirar o título profissional que me garante o acesso à profissão de jornalista. É um risco sério (para mais com as denúncias aqui costumeiras) que não posso correr. Em segundo lugar… penso que não sou a pessoa certa, pois nada (ou quase) sei de relações públicas e nunca sequer exerci essa actividade. Iria exigir de mim competências, contactos e tarefas que não me considero preparada para desempenhar. Para mais numa altura em que teria pouco tempo para estudar e investigar…

Vale a pena assistir:

Sobre António Champalimaud (em entrevista no programa “Querida Júlia” (SIC – Portugal), Isabel Canha junto ao também coautor Filipe Fernandes:

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